Publicidade
InícioBrasilViolência contra mulheres cresce em nove estados

Violência contra mulheres cresce em nove estados

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Jeferson Nunes

Cobertura relacionada

Bolsa Família paga NIS 2 e muda calendário até dezembro

Bolsa Família libera parcela para NIS final 2 nesta terça. Benefício médio é de R$ 782,92 e calendário seguirá concentrado até dezembro.

Segundo turno: veja como consultar seu local de votação

Cerca de 130 mil eleitores têm seções com endereço alterado no segundo turno. Veja como conferir zona, seção e local antes de votar.

Pressão alta atinge 28,3% dos jovens avaliados

Pesquisa avaliou 6.092 estudantes e encontrou pressão elevada, excesso de peso e baixa atividade física entre crianças e adolescentes.

Paralisação pode suspender aulas na rede pública do DF

Professores do DF fazem paralisação nesta quarta. Na sexta-feira (21/10), as aulas da rede pública estarão suspensas para preparação do segundo turno.

Justiça encerra recuperação judicial da Americanas

Justiça encerrou a recuperação judicial da Americanas após quase quatro anos. Decisão não extingue obrigações futuras nem disputas de credores.

Planaltina terá interrupção de energia nesta terça 20/10

Bica do DER e chácaras de Planaltina terão interrupção programada de energia nesta terça-feira, das 8h às 16h. Veja os locais afetados.
Publicidade

Relatório mostra 12 mulheres vítimas de violência por dia em 2025

A cada 24 horas, em média, 12 mulheres foram vítimas de violência em nove estados monitorados pela Rede de Observatórios da Segurança em 2025. Ao todo, o levantamento contabilizou 4.558 vítimas em Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo, um aumento de 9% em relação a 2024. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, no boletim Elas Vivem: a urgência da vida.

O dado mais brutal talvez esteja no avanço da violência sexual. Foram 961 registros de estupro ou violência sexual em 2025, contra 602 no ano anterior, alta de 56,6%. Entre as vítimas, 56,5% eram meninas e adolescentes de 0 a 17 anos, o que reforça um retrato que o país insiste em encarar tarde demais: a violência de gênero começa cedo e costuma encontrar vítimas ainda mais cedo.

Maioria das agressões parte de parceiros ou ex-parceiros

O relatório mostra que 78,5% das violências foram cometidas por companheiros ou ex-companheiros, indicando que a maior parte dos casos ocorre dentro de relações afetivas. O estudo também contabilizou 546 feminicídios e sete transfeminicídios. Quando se somam homicídios, feminicídios e transfeminicídios, o total chega a 1.004 mortes nos nove estados acompanhados.

A publicação também chama atenção para um apagão recorrente de informação: em 86,7% dos casos monitorados pela mídia, não havia identificação de raça ou cor das vítimas. Segundo os pesquisadores, essa ausência dificulta a formulação de políticas públicas mais precisas e ajuda a manter invisível um recorte central da violência de gênero no Brasil.

Amazonas, Pará e Rio exibem sinais mais alarmantes

No recorte regional, alguns estados concentraram indicadores especialmente graves. No Amazonas, 78,4% das vítimas de violência sexual eram crianças e adolescentes. Já o Pará registrou aumento de 76% nos casos de violência, o maior crescimento entre os estados monitorados. No Rio de Janeiro, 39,1% das ocorrências ficaram concentradas na capital.

O relatório conclui que o enfrentamento precisa ir além da resposta policial e judicial depois da agressão consumada. Entre as recomendações estão educação para equidade de gênero nas escolas e ações voltadas à desconstrução de padrões culturais que naturalizam a violência contra mulheres. Em outras palavras, enxugar sangue depois do crime não substitui política séria para impedir que ele aconteça.

Sem prevenção, o ciclo segue em marcha

A pesquisadora Flávia Melo, autora do principal texto desta edição, afirma que o relatório busca romper as “máscaras silenciadoras” e amplificar vozes de denúncia e resistência. A frase tem peso porque os números não descrevem episódios isolados. Eles apontam uma engrenagem contínua, íntima e estrutural. Quando a maioria das agressões parte de parceiros ou ex-parceiros e mais da metade das vítimas de violência sexual são meninas, já não se trata de exceção. Trata-se de padrão.

Como pedir ajuda e denunciar

Mulheres em situação de violência podem buscar ajuda na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana. O governo federal informa que o canal orienta sobre direitos, registra denúncias e encaminha os casos aos órgãos competentes. O atendimento também está disponível por WhatsApp no número (61) 9610-0180 e pelo e-mail central180@mulheres.gov.br. Além disso, denúncias podem ser feitas em Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, delegacias comuns, Casas da Mulher Brasileira, no Disque 100 e, em caso de emergência policial, pelo 190.

Fontes e documentos:

– Relatório aponta média de 12 mulheres vítimas de violência por dia
– Violência cresce e atinge 12 mulheres por dia em 9 estados monitorados
– Denunciar e buscar ajuda a vítimas de violência contra mulheres
– Ligue 180 Central de Atendimento à Mulher

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.