back to top
24 C
Brasilia
sábado, 21 março 2026, 06:34:35
Publicidade
Publicidade
InícioBrasilSalário na construção recua 22% em dez anos, diz IBGE

Salário na construção recua 22% em dez anos, diz IBGE

Publicado em:

Autor: Vitor Abdala

Notícias relacionadas

Ancelotti convoca Brasil com estreantes e mantém Neymar fora

Ancelotti convoca o Brasil com estreantes para amistosos contra França e Croácia e mantém Neymar fora por condição física. Rafael Ribeiro / CBF)

Entidades reagem a ataques contra jornalistas no DF Star

Entidades repudiam ameaças a jornalistas no DF Star e cobram proteção durante cobertura da internação de Bolsonaro. © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Governo cria rede nacional para combater tráfico de armas

Governo cria a Renarme para integrar inteligência, fiscalização e operações contra o tráfico de armas no Brasil. © PF/Divulgação

Chuva forte causa estragos em Peruíbe e Ubatuba

Chuva forte deixa desalojados e desabrigados em Peruíbe e provoca quedas de árvore e poste em Ubatuba, no litoral de SP. © Defesa Civil-SP

Quando a vítima fala tarde, o Brasil insiste em duvidar

Pesquisa mostra medo quase unânime, silêncio das vítimas, descrédito tardio e apoio a acolhimento e serviços no SUS. © Rovena Rosa/Agência Brasil
Publicidade

A média dos rendimentos dos trabalhadores da construção civil, medida em salários mínimos, recuou 22% em uma década. 

Segundo dados da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic), divulgada nesta quinta-feira (22), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a média salarial caiu de 2,7 salários mínimos em 2014 para 2,1 salários mínimos em 2023.

Essa perda é muito impulsionada pela perda do salário médio do segmento de obras de infraestrutura, que tinha, lá em 2014, 3,7 salários mínimos pagos por pessoa por mês. Esse foi o maior valor da série histórica [iniciada em 2007]. E a gente vê uma perda desse salário pago, ao longo dos anos”, explica o pesquisador do IBGE Marcelo Miranda.

O segmento de obras de infraestrutura – que inclui construções de rodovias, ferrovias e estruturas de água, esgoto e eletricidade –, continua tendo os maiores salários. De 2014 para 2023, no entanto, a perda salarial do segmento chegou a 1,1 salário mínimo (-29%), já que, em 2023, a média salarial ficou em 2,6 salários.

Os segmentos de construção de edifícios e de serviços especializados – como acabamento, demolições, instalações elétricas e preparação de terreno – também tiveram quedas, porém mais moderadas.

Os salários do segmento de construção de edifícios caíram 17%, ao passarem de 2,3 para 1,9 salário mínimo. Já no segmento de serviços especializados a queda foi de 9%, já que passou de 2,2 para 2,0 salários mínimos.

A pesquisa mostrou que o número de postos de trabalho na construção em 2023 (2,5 milhões) também caiu em relação a 2014 (-15%). No entanto, houve uma recuperação em relação à 2020, ano de início da pandemia de covid-19, com aumento de 25%.

Em relação a 2014, apenas o segmento de serviços especializados teve crescimento (4%), enquanto os demais tiveram queda: construção de edifícios (-29%) e obras de infraestrutura (-20%).

Trabalhadores da construção civil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo
Média salarial do trabalhador da construção caiu de 2,7 salários mínimos em 2014 para 2,1 salários mínimos em 2023 – Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo

As 165,8 mil empresas da construção movimentaram um valor total de R$ 484,2 bilhões em 2023. As construções residenciais representaram 22% do total, em 2023. Os serviços especializados e a construção de rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais responderam por aproximadamente 20% do total, cada um.

As regiões Sudeste e Nordeste continuaram liderando entre as regiões com maior valor da construção, representando 49,8% e 18,1% do total nacional, respectivamente.

Contudo, ambas tiveram perdas na participação no total nacional em relação a 2014, quando as regiões respondiam por 52,4% e 18,6%, respectivamente. A região Norte também caiu, ao passar de 6,9% para 6,5%.

Já a Região Sul foi a que mais ampliou sua participação no mercado da construção nacional, ao subir de 12,8% para 16,2% no período. O Centro-Oeste subiu de 9,3% para 9,4%.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.