Fachin abre procedimento e notifica Toffoli no caso Master
A Polícia Federal (PF) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspeição de Dias Toffoli na relatoria do inquérito que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master, instituição que entrou em liquidação extrajudicial por decisão do Banco Central em 18 de novembro de 2025.
Segundo a PF, o pedido foi formalizado na segunda-feira (9) após a corporação informar a Fachin que encontrou menção ao nome de Toffoli em mensagem no celular de Daniel Vorcaro, controlador do banco, aparelho apreendido em ação de busca e apreensão. O conteúdo citado está sob segredo de Justiça.
Suspeição Toffoli: o que Fachin fez após o pedido
Após ser comunicado, Fachin instaurou um procedimento interno e determinou a notificação de Toffoli para apresentar manifestação. Caberá ao presidente do STF decidir se o ministro permanece ou não na relatoria do caso.
Caso Master: ponto sensível envolve resort no Paraná
O episódio ganhou tração depois de reportagens sobre a compra, por fundo ligado ao Banco Master, de participação no resort Tayaya, no Paraná, que teria pertencido a familiares do ministro. Essa conexão passou a alimentar questionamentos sobre eventual imparcialidade na condução do inquérito.
O que diz a defesa de Toffoli sobre o pedido da PF
Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que o pedido de suspeição “trata de ilações” e sustentou que a PF não teria legitimidade para requerer suspeição, por não ser parte no processo, citando o artigo 145 do Código de Processo Civil. O gabinete informou ainda que a resposta seria apresentada ao presidente da Corte.
Operação Compliance Zero e estimativa de prejuízo
A investigação sobre o Banco Master inclui a Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, para apurar suspeitas de concessão de créditos falsos e outros esquemas, em contexto que envolveu tentativa de negociação com o BRB. Segundo a PF, as fraudes investigadas podem chegar a R$ 17 bilhões em títulos forjados.

