Publicidade
InícioBrasíliaEducação DFProjeto de musicalização em escolas cívico-militares do DF

Projeto de musicalização em escolas cívico-militares do DF

Publicado em

Reportagem:
Janaina Lemos

Cobertura relacionada

Cultura gratuita movimenta o DF neste fim de semana

Cultura gratuita ocupa várias regiões do DF com teatro, música, exposições, atrações infantis e eventos que exigem ingresso antecipado.

Sejuve-DF amplia capacitação e aposta no protagonismo jovem

A Secretaria da Juventude do Distrito Federal (Sejuve-DF) vem...

Prova classifica alunos do DF para 400 vagas no exterior

Intercâmbio DF terá 400 vagas para alunos da rede pública. Provas de três idiomas classificam candidatos; veja datas e próximas etapas.

Play Curso II abre 450 vagas gratuitas em tecnologia no DF

Play Curso II oferece 450 vagas gratuitas em audiovisual...

Foto de pássaros vira ouro no Cannes Lions de 2026

Pássaros nos fios fotografados em 2009 deram origem a uma música e a uma campanha premiada em Cannes. Conheça a trajetória completa.
Publicidade

A música tem ganhado espaço e mudado vidas em escolas cívico-militares do Distrito Federal. Em cinco unidades sob gestão do Corpo de Bombeiros (CBMDF), alunos participam de aulas de instrumentos de sopro e percussão no contraturno escolar, como atividade complementar. A iniciativa já revela talentos e contribui para a disciplina, o desempenho escolar e o fortalecimento da autoestima dos jovens.

Aulas e funcionamento

As turmas têm encontros duas vezes por semana, com duração de duas horas. Entre os cursos disponíveis estão flauta transversal, clarineta, saxofone, trompete, trombone, tuba, bombardino, tarol, surdo e pratos, entre outros.

Segundo o coordenador musical das escolas de gestão compartilhada do CBMDF, major Eraldo Azevedo, o aprendizado começa pela musicalização teórica. “É um pouquinho mais chato, mas em um mês e meio eles já conseguem ler o pentagrama e reconhecer as notas. Só depois passam a experimentar os instrumentos”, explica.

A escolha é orientada: os alunos testam diferentes instrumentos até encontrar aquele em que melhor se adaptam. “Eles escolhem, sim, mas nós também orientamos para que encontrem o caminho certo”, reforça o major.

Escolas participantes

Atualmente, cinco unidades integram o projeto:

  • CEF 1 do Núcleo Bandeirante

  • CEF 1 do Riacho Fundo II

  • CEF 19 de Taguatinga

  • CEF 407 de Samambaia

  • CEF 4 de Planaltina

Impacto na vida dos estudantes

No CEF 1 do Riacho Fundo II, cerca de 50 alunos participam da formação musical diariamente. O maestro e major Elias Cordeiro lembra que, quando a turma começou em julho de 2023, os jovens não tinham contato com música. “Começamos do zero, com instrumentos doados pela Secretaria de Segurança Pública, e desde então crescemos junto com esses meninos”, conta.

Os resultados já aparecem: alguns estudantes conquistaram vagas na Escola de Música de Brasília, e a expectativa é ampliar as oportunidades com um curso preparatório.

Histórias como a de Emanuelle Vitória de Meira, 12 anos, revelam o poder transformador do projeto. Antes desacreditada por pessoas próximas, ela persistiu no aprendizado do bombardino e hoje sonha em seguir carreira musical no exterior. “Quando vi a banda da escola, decidi entrar. No começo foi difícil, mas não desisti. Hoje estou muito feliz com o meu progresso”, relata.

Outro exemplo é Miguel Galdino, 13 anos, que tinha dificuldades de concentração e notas baixas, mas melhorou o desempenho escolar depois de ingressar na banda. Já Rafael Carvalho, também de 13 anos, encontrou na flauta transversal uma nova paixão e relata que a prática musical trouxe disciplina e foco.

Para o maestro Cordeiro, os avanços são claros: “A música exige organização. Se houver desorganização, não funciona. Percebemos que os alunos acabam se disciplinando a partir da própria prática musical”.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.