back to top
24 C
Brasilia
quarta-feira, 22 abril 2026, 15:56:42
Publicidade
Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoTecnologiaInteligência artificial: a escrita humana em risco

Inteligência artificial: a escrita humana em risco

Publicado em:

Reporter: Jack RID

Notícias relacionadas

Brasília entra no feriadão com agenda cultural e lazer

Lazer no DF ganha força no feriadão com agenda cultural, shows, Zoo, Jardim Botânico e transporte grátis no aniversário de Brasília. Carlos Aguiar/Divulgação

STF derruba lei de SC contra cotas raciais

STF derruba lei de Santa Catarina contra cotas raciais e reafirma a validade constitucional das ações afirmativas no ensino. © Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Receita cria restituição automática para quem nem declarou IR

Cashback IRPF vai devolver até R$ 1 mil a quem não declarou em 2025, mas tinha imposto retido em 2024. Veja regras e datas. Crédito da foto/imagem: © Joédson Alves

Obras nas BRs 070 e 080 começam para aliviar o Entorno

Motorista do Entorno pode ganhar tempo e segurança em...

PF prende ex-presidente do BRB em nova fase da operação

Prisão no BRB recoloca o caso Master no centro da crise do banco público e amplia a pressão sobre governança e controle. Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
Publicidade

O escritor e jornalista Sérgio Rodrigues levanta um alerta sobre os riscos que a inteligência artificial (IA) representa para a escrita humana. Em seu novo livro, “Escrever é humano: como dar vida à sua escrita em tempo de robôs”, o autor defende que, embora a IA possa imitar a linguagem, ela não consegue replicar a subjetividade e a criatividade essenciais à escrita artística. Rodrigues, que lança a obra em Brasília nesta quinta-feira (18), expressa um temor maior do que a ameaça ao mercado de trabalho: ele teme um “retrocesso civilizatório e intelectual“.

Em entrevista à Agência Brasil, Rodrigues ressalta que o ser humano corre o risco de desaprender a escrever ao terceirizar tarefas simples do dia a dia para a tecnologia, assim como já não se lembra de números de telefone. Para ele, a escrita é uma tecnologia de pensamento que não pode ser abandonada.

O papel da escola e da família na educação da escrita

O autor aponta que a escola enfrenta um desafio sério, com a possibilidade de os alunos passarem a entregar trabalhos feitos por IA. Ele defende que é preciso criar ambientes em que a tecnologia não possa entrar, incentivando o cultivo da escrita pelo prazer. Rodrigues menciona o exemplo da Finlândia, que reavaliou o uso de computadores em sala de aula, e elogia a decisão de alguns países de proibir celulares nas escolas.

A responsabilidade de valorizar a escrita também se estende à família. O escritor reforça que os pais devem ler e incentivar o hábito da leitura e da escrita para os jovens, como uma forma de fortalecer o pensamento crítico.

A IA como ferramenta, não como mestre

Para Sérgio Rodrigues, a IA é um simulacro do ser humano, repleto de clichês e ideias prontas, mas que carece de um espírito crítico. Ele argumenta que uma população com pensamento crítico é mais difícil de manipular.

O autor conclui que a IA pode ser uma ferramenta útil, mas não deve se tornar a “mestre ou dona da pessoa”. Ele destaca que a regulamentação da tecnologia é um desafio para as políticas públicas, diante dos pesados lobbies do capital e das big techs que buscam evitar qualquer tipo de controle.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.