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Gamifica chega às ruas e mira 23,5 mil vagas no DF

Publicado em

Reportagem:
Janaina Lemos

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Carretas ampliam cursos de games e inovação nas regiões do DF

O Projeto Gamifica ganhou uma frente itinerante no Distrito Federal com o lançamento de duas carretas tecnológicas móveis, anunciado nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026. Com a expansão, o programa passa a combinar 16 polos fixos e unidades móveis, elevando a previsão de atendimento para até 23,5 mil jovens e adultos até novembro de 2026. A cerimônia ocorreu no Centro de Ensino Médio Integrado do Cruzeiro, com participação da governadora em exercício Celina Leão e do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino.

Projeto Gamifica amplia oferta com polos fixos e carretas

Nos polos permanentes, o programa prevê 3,2 mil vagas. Já as carretas itinerantes devem abrir 20,2 mil vagas adicionais em oficinas ligadas a design, desenvolvimento e marketing aplicado a jogos. Segundo o governo local, cada unidade permanecerá por duas semanas em cada região administrativa, numa tentativa de levar a formação para áreas fora do eixo dos polos presenciais.

A ampliação ocorre sobre uma estrutura já desenhada para alcançar todo o Distrito Federal. Em fevereiro, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação informou que o programa teria investimento total de R$ 15 milhões, com atuação prevista nas 35 regiões administrativas, por meio da combinação entre polos fixos e carretas móveis. Na ocasião, a estimativa era de mais de 22,4 mil atendimentos ao longo de um ano. Agora, com o novo anúncio, o governo passou a falar em 23,5 mil atendimentos até novembro.

Cursos híbridos e foco no mercado digital

O público-alvo do programa inclui jovens de 12 a 29 anos, com prioridade para estudantes da rede pública e pessoas em situação de vulnerabilidade social. A formação combina atividades presenciais e online em áreas como desenvolvimento de jogos eletrônicos, design de jogos eletrônicos e marketing aplicado a jogos eletrônicos. O projeto também prevê mentorias em e-sports, oficinas de empreendedorismo, torneios presenciais e outras ações práticas voltadas à economia digital.

De acordo com o secretário Rafael Vitorino, o desenho da iniciativa busca aproximar alunos da rede pública de uma área com demanda crescente por profissionais. As carretas, segundo ele, devem seguir o roteiro do programa GDF na sua Porta, que concentra serviços públicos em diferentes regiões administrativas.

Tecnologia perto de casa e pressão por resultado concreto

No discurso oficial, a expansão é apresentada como política de inclusão digital, qualificação profissional e aproximação entre formação pública e mercado de trabalho. Na prática, o movimento tem um mérito claro: leva estrutura de ensino a territórios onde cursos especializados costumam chegar tarde, ou nem chegam. Em política pública, descentralizar não resolve tudo, mas já evita aquele velho vício administrativo de anunciar oportunidade onde a oportunidade exige duas conduções e uma dose generosa de paciência.

O teste real, porém, começa depois da cerimônia. A força do projeto não será medida só pelo número de vagas prometidas, mas por indicadores mais duros: quantos concluem os cursos, quantos conseguem certificação, quantos avançam para renda ou inserção profissional e como o programa será mantido ao longo do calendário itinerante. Sem essa régua, a carreta vira vitrine; com ela, pode virar política pública de verdade.

Fontes e documentos:

– GDF lança carretas do Gamifica e amplia capacidade para 23,5 mil atendimentos em capacitação digital (Agência Brasília)
– Projeto Gamifica conta com investimento de R$ 15 milhões (Secti-DF)

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