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sábado, 13 junho 2026, 10:12
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“Careca do INSS” nega envolvimento em fraudes

Publicado em

Reportagem:
Marta Borges

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O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, afirmou nesta quinta-feira (25) que vai entregar à Polícia Federal (PF) mais de 180 gigabytes de documentos — o equivalente a 18 milhões de arquivos — que, segundo ele, comprovam a legalidade dos serviços prestados pela sua empresa, a Prospect.

Antunes é apontado pela PF como um dos principais articuladores do esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários de aposentados e pensionistas. Preso preventivamente desde o dia 12, ele depõe à CPMI do INSS no Congresso Nacional.

Antunes alega inocência

Antes de responder aos parlamentares, o empresário leu um pronunciamento no qual reafirmou sua inocência e negou ter manipulado sistemas de dados do INSS ou recrutado associados. Segundo ele, a Prospect apenas oferecia consultoria empresarial e benefícios como seguros funerários, clubes de descontos e cursos online.

“Todos os serviços contratados pelas associações tinham como destinatário final o aposentado. Nunca interferi nos descontos realizados, que eram de responsabilidade das próprias entidades”, afirmou.

Críticas ao relator da CPMI

Antunes também declarou que não responderia às perguntas do relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), a quem acusou de já tê-lo condenado publicamente. “Ele me chamou de ladrão sem me ouvir”, disse.

Gaspar, por sua vez, rebateu as declarações e destacou que Antunes e seus sócios controlavam associações investigadas que movimentaram bilhões de reais. “O senhor montou entidades que retiraram mais de R$ 2 bilhões dos aposentados e pensionistas”, acusou o parlamentar.

Questionamentos no Congresso

Durante a sessão, o vice-presidente da CPMI, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), destacou lacunas na versão de Antunes: “Ele se coloca como empresário, mas não explica quais serviços foram prestados, nem por que as empresas não tinham empregados registrados em carteira”.

O depoimento segue em andamento no Congresso.

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