Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeHumanização e esperança transformam rotina em hospital do DF

Humanização e esperança transformam rotina em hospital do DF

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Jeferson Nunes

Cobertura relacionada

Veja como emitir o CRLV-e no Distrito Federal

Veja como emitir o CRLV-e no Distrito Federal, quais débitos precisam estar pagos e onde acessar o documento digital.

Fachin promete medidas após mensagens

Presidente do STF diz que anunciará medidas após mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro; PGR pede anulação da apuração.

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 41 milhões na quinta (03/09)

Concurso 3.052 da Mega-Sena não teve acertador das seis dezenas e acumulou prêmio estimado em R$ 41 milhões.

A segurança no desfile de 7 de Setembro

Operação integrada para o Desfile de 7 de Setembro em Brasília prevê revista, bloqueios, segurança, saúde e restrição a drones.

Proposta de alteração do PPCub em audiência pública

Audiência pública vai discutir proposta de alteração da lei do PPCub, que define regras de preservação e uso urbano em Brasília.

Indústria cresce 0,2% em julho, mas ainda mostra perda de fôlego

Produção industrial brasileira avançou 0,2% em julho, com alta em três categorias, mas média móvel trimestral caiu.
Publicidade

O câncer de mama não é uma luta apenas de células: é uma batalha que atinge a autoestima, os sonhos e o sentido da vida. No Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, celebrado neste domingo (19), o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade gerida pelo IgesDF, destaca a importância do tratamento que vai além da técnica, ancorado na empatia e no acolhimento.

Essa força é vivida por Regina Sousa Bispo, de 53 anos, que levou sete meses para ter o diagnóstico confirmado por biópsia, após exames de imagem inconclusivos. “Quando ouvi o resultado, foi como se tivessem me dito: você vai morrer. Eu vivia com uma faca no pescoço”, lembra.

No Hospital de Base, Regina passou por uma mastectomia radical e enfrentou a quimioterapia. “Você sai da cirurgia e não se reconhece. Perdi o cabelo, oito dentes, o corpo mudou. Mas, aos poucos, com o apoio da equipe, eu fui voltando a me enxergar com carinho”, conta. Hoje, em remissão, ela segue acompanhamento rigoroso e resume sua nova filosofia: “Se eu tiver só um dia de vida, quero vivê-lo bem, maquiada e de cabeça erguida”.

A mesma determinação move Valquíria Espíndola, de 47 anos, que está prestes a concluir a quimioterapia após descobrir a doença por meio do autoexame. “O pessoal me acolheu muito bem. As meninas da Rede Feminina, os médicos, todos me deram apoio. No Centro de Infusão, o carinho é constante. É isso que nos dá coragem para seguir”.

O Cuidado Que Transforma

A gerente geral de assistência do Hospital de Base, Fernanda Hak, reforça que o cuidado humanizado é o diferencial: “A técnica é essencial, mas é o cuidado que transforma. As cicatrizes e os fios que voltam a crescer são só parte da história. O que floresce mesmo é a coragem de recomeçar”.

Esse acolhimento é promovido, em parte, pelo Programa Humanizar do IgesDF, que conta com a colaboradora Arlene da Conceição Vilela. Arlene, que descobriu o câncer em 2018, sabe o poder da palavra amiga. “Eu sei o que é ouvir aquele diagnóstico e sentir o mundo parar. Por isso, faço de tudo para tratar cada paciente com amor. Um sorriso e uma palavra amiga nos ajudam a curar a alma”, afirma.

Perto dali, a Rede Feminina de Combate ao Câncer, sediada no Hospital de Base e coordenada por Larissa Bezerra, atende cerca de mil pacientes por mês. A entidade mantém 40 projetos, oferecendo doação de perucas, próteses mamárias, sutiãs adaptados e lenços.

Larissa explica que o trabalho vai além do material: “Muitas chegam arrasadas, sem saber como vão enfrentar a doença. Nosso papel é mostrar que a vida continua, que há beleza, vaidade e amor mesmo no meio do tratamento”. A doação de uma peruca, por exemplo, pode “devolver identidade e autoestima”.

Com os avanços no tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), as chances de cura aumentaram, e o Hospital de Base garante a celeridade no início do processo. A chefe de enfermagem do ambulatório onco-hematológico, Larissa Dias, explica que, se a paciente chega com o diagnóstico, muitas vezes a quimioterapia é encaixada para o dia seguinte.

O diferencial da unidade, segundo ela, é o olhar integral: “Não é só sobre o medicamento. É sobre orientar, conversar, explicar efeitos colaterais, oferecer suporte psicológico e nutricional. É sobre estar presente em cada fase. Mas o que realmente transforma é o cuidado humano, o olhar atento, o toque gentil. Isso é o que cura de verdade”.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.