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quarta-feira, 21 janeiro 2026, 11:06:58
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Copom mantém Selic em 15% e reforça cautela prolongada

Publicado em:

Repórter: Fabíola Fonseca

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O Banco Central decidiu manter a Selic em 15% ao ano, marcando a quarta reunião consecutiva sem mudanças. A decisão do Copom veio por unanimidade e já era aguardada pelo mercado. Mesmo com inflação em recuo e atividade esfriando, a autoridade monetária preferiu segurar a taxa no maior nível desde 2006.

O comitê afirmou que o ambiente segue carregado de incertezas e que a estratégia é manter os juros elevados “por período bastante prolongado”. No comunicado, o Copom reforçou que permanece vigilante e que eventuais ajustes — inclusive um novo ciclo de alta — podem ocorrer caso o cenário piore.

Inflação volta ao teto da meta, mas BC segura a mão
O principal argumento para a manutenção da Selic é o controle da inflação, medida pelo IPCA, ainda que o índice tenha mostrado alívio. Em novembro, o IPCA ficou em 0,18%, menor resultado para o mês desde 2018. No acumulado de 12 meses, a alta é de 4,46%, novamente dentro do teto da meta contínua de 4,5%.

Pelo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, o BC precisa entregar inflação próxima de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. A apuração é móvel: sempre considera os últimos 12 meses, o que torna o monitoramento mais dinâmico e pressiona o Copom a agir com antecedência.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado em setembro, o BC projetava inflação de 4,8% para 2025, mas essa estimativa deve ser revisada. A próxima edição sai no fim de dezembro.

Mercado vê inflação menor e crescimento um pouco melhor
As previsões do setor financeiro estão mais otimistas. O Boletim Focus aponta IPCA de 4,4% no fim do ano, leve recuo na comparação com as estimativas de um mês atrás. Para o crescimento da economia em 2025, o Focus projeta expansão de 2,25%, acima da estimativa do próprio Banco Central, que reduziu a previsão de 2,1% para 2% no último relatório.

Crédito caro, economia devagar
A Selic é o eixo da política monetária e afeta todas as taxas de juros do país. Com os 15% ao ano, o crédito fica mais caro, o consumo perde força e a produção desacelera — efeitos esperados para conter a inflação. Ao mesmo tempo, juros tão altos pesam sobre investimentos e freiam o desempenho da economia.

O BC só começa a cortar a Selic quando tiver segurança de que a inflação está controlada e não deve acelerar. Por ora, a autoridade monetária quer ver mais dados antes de mudar a direção.

Selic: impacto direto no dia a dia
A taxa básica serve de referência para títulos públicos e influencia desde financiamentos a dívidas rotativas. Quando sobe, estimula a poupança e desestimula o consumo; quando cai, barateia o crédito, mas coloca pressão sobre os preços. Esse equilíbrio é o coração da política monetária — e, hoje, o Copom conclui que o risco de inflação ainda pede cautela.

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