Os Centros Interescolares de Línguas (CILs) do Distrito Federal estão com inscrições abertas para o próximo semestre letivo. O prazo começou no dia 15 e segue até 9 de janeiro, oferecendo aos estudantes da rede pública a chance de ampliar horizontes acadêmicos, culturais e profissionais por meio do aprendizado de línguas estrangeiras.
Mais do que salas de aula, os CILs se consolidaram como espaços de transformação. Alunos e ex-alunos relatam ganhos que vão do desenvolvimento cognitivo à ampliação de oportunidades no mercado de trabalho, passando pelo contato com novas culturas — aquele tipo de aprendizado que não cabe só no boletim.
CIL 01 celebra 50 anos e forma novos alunos
Referência na rede pública, o CIL 01 de Brasília, que comemorou 50 anos de existência em 2025, formou 99 alunos nos cursos de inglês, francês, alemão e espanhol. A cerimônia marcou a conclusão do ciclo avançado de idiomas e reuniu estudantes, professores e gestores da educação.
Presente no evento, a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, professora de língua inglesa, destacou os impactos do aprendizado de um novo idioma. Segundo ela, os benefícios vão além da fluência e alcançam aspectos cognitivos, sociais e culturais, além de facilitar viagens, acesso a conteúdos estrangeiros e a interação com outras realidades.
Hélvia também ressaltou a trajetória do CIL 01 e o perfil recorrente dos estudantes. De acordo com a gestora, é comum que muitos retornem à instituição para aprender um segundo ou terceiro idioma, reforçando o papel continuado dos centros na formação dos alunos.
Reconhecimento e destaque nacional
A diretora do CIL 01, Dóris Scolmeister, agradeceu o apoio da Secretaria de Educação do DF (SEEDF) e celebrou o ano simbólico para a escola. Segundo ela, além das cinco décadas de atuação, a unidade encerrou o semestre com reconhecimento nacional, sendo apontada como a segunda melhor escola de espanhol do Brasil.
Histórias que confirmam o impacto do ensino
A arquiteta Sara Lasse, de 36 anos, é um exemplo desse impacto. Aluna do curso de francês desde 2021, ela ingressou no CIL por meio do sorteio da comunidade e, após a formatura, já se inscreveu para tentar uma vaga em japonês. Para ela, a qualidade do ensino público não fica atrás da rede privada.
Sara também destacou os reflexos do aprendizado na vida profissional. Segundo a arquiteta, o domínio de idiomas abriu portas no mercado de trabalho, possibilitou atuações como intérprete e ampliou a convivência com pessoas de diferentes nacionalidades.
Já o estudante Ian Pedro Passos, de 18 anos, do Centro de Ensino Médio Setor Leste, concluiu o curso de inglês e ressaltou a importância da formação para o futuro. Com planos de seguir carreira como programador, ele afirma que o idioma é essencial na área de tecnologia e que a base adquirida no CIL acelerou um aprendizado que levaria muito mais tempo de forma autodidata.
Com inscrições abertas e resultados concretos, os CILs do DF seguem como uma das políticas públicas educacionais que funcionam na prática — daquelas que mudam currículo, discurso e, principalmente, destino.

