back to top
24 C
Brasilia
terça-feira, 21 abril 2026, 23:43:31
Publicidade
Publicidade
InícioBrasíliaCidadesUsina do P Sul faz 40 anos e vira vitrine do SLU

Usina do P Sul faz 40 anos e vira vitrine do SLU

Publicado em:

Repórter: Jeferson Nunes

Notícias relacionadas

Planaltina recebe reforço escolar para área rural

Planaltina recebe 12 novos ônibus escolares para áreas rurais, com foco em acessibilidade, permanência e combate à evasão. Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Obras nas BRs 070 e 080 começam para aliviar o Entorno

Motorista do Entorno pode ganhar tempo e segurança em...

Riacho Fundo ganha vitrine com obras e mobilidade

Riacho Fundo reúne obras em calçadas, mobilidade e serviços públicos. Veja o que mudou e como isso afeta a rotina da região. Agência Brasília

Operação do Detran mira motos irregulares no DF

Sossego DF volta a Águas Claras, soma 68 infrações e recolhe motos. Veja o que pesou na blitz e o que diz a lei. Divulgação/Detran

Ceilândia reforça ordem no centro comercial

Ceilândia centro recebe ação por calçadas livres, ordem urbana e mais segurança para pedestres e comerciantes. Veja o que mudou. Divulgação/Administração Regional de Ceilândia
Publicidade

Usina de Ceilândia completa 40 anos e amplia compostagem

A Usina de Tratamento Mecânico-Biológico (UTMB) do P Sul, em Ceilândia, completa 40 anos de operação nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026. Construída em 1986, a unidade integra o sistema do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e se tornou uma das peças-chave da gestão de resíduos do Distrito Federal ao combinar triagem de recicláveis com compostagem da fração orgânica.

O ponto é direto: quando o resíduo deixa de ser “problema” e vira insumo, o DF ganha em sustentabilidade, logística e economia real.

Como a UTMB do P Sul funciona na prática

A UTMB do P Sul recebe resíduos domiciliares da coleta convencional e também material vindo da UTMB da Asa Sul, que envia composto cru para maturação em Ceilândia. O processo inclui a separação do que pode ser reciclado e o encaminhamento do orgânico para leiras de compostagem, com maturação em torno de 120 dias, até peneiramento e destinação do composto.

Além disso, o próprio SLU descreve que a usina do P Sul foi implantada com tecnologia dinamarquesa “Triga” e tem capacidade de tratar 15 mil toneladas de resíduos por mês.

Por que isso importa para o aterro e para a cidade

Enquanto as UTMBs reduzem o que vira rejeito, o Aterro Sanitário de Brasília (ASB) segue como destino final do que não tem reaproveitamento. O ASB foi inaugurado em 2017 e tem capacidade total projetada de 8,13 milhões de toneladas, segundo o SLU.

Ou seja: quanto mais a cidade separa, recicla e composta, menos o aterro vira “solução eterna” para um problema que só cresce.

O lado social: cooperativas e renda na triagem

Outro efeito que costuma ser subestimado é o social. Nas UTMBs, a triagem de recicláveis envolve cooperativas de catadores, que dependem do fluxo regular e da qualidade do material para garantir renda e estabilidade no trabalho. Esse é o tipo de política pública que não dá manchete todo dia, mas sustenta muita gente todo mês.

Reconhecimento: Prêmio Arapoti e compostagem no radar

A atuação do SLU com composto orgânico foi reconhecida com o Prêmio Arapoti, na categoria Excelência no Setor Público, segundo divulgação do próprio órgão. O prêmio é apresentado pelo Instituto Arapoti como o “Oscar da Sustentabilidade”.

Desafio permanente: operar bem e conviver melhor

Como toda infraestrutura desse porte, a usina também convive com cobranças da vizinhança, especialmente relacionadas a odor e impactos no entorno — tema que já entrou no debate público local, com promessa de medidas de mitigação pelo SLU.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.