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Usina do P Sul faz 40 anos e vira vitrine do SLU

Publicado em

Reportagem:
Jeferson Nunes

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Usina de Ceilândia completa 40 anos e amplia compostagem

A Usina de Tratamento Mecânico-Biológico (UTMB) do P Sul, em Ceilândia, completa 40 anos de operação nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026. Construída em 1986, a unidade integra o sistema do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e se tornou uma das peças-chave da gestão de resíduos do Distrito Federal ao combinar triagem de recicláveis com compostagem da fração orgânica.

O ponto é direto: quando o resíduo deixa de ser “problema” e vira insumo, o DF ganha em sustentabilidade, logística e economia real.

Como a UTMB do P Sul funciona na prática

A UTMB do P Sul recebe resíduos domiciliares da coleta convencional e também material vindo da UTMB da Asa Sul, que envia composto cru para maturação em Ceilândia. O processo inclui a separação do que pode ser reciclado e o encaminhamento do orgânico para leiras de compostagem, com maturação em torno de 120 dias, até peneiramento e destinação do composto.

Além disso, o próprio SLU descreve que a usina do P Sul foi implantada com tecnologia dinamarquesa “Triga” e tem capacidade de tratar 15 mil toneladas de resíduos por mês.

Por que isso importa para o aterro e para a cidade

Enquanto as UTMBs reduzem o que vira rejeito, o Aterro Sanitário de Brasília (ASB) segue como destino final do que não tem reaproveitamento. O ASB foi inaugurado em 2017 e tem capacidade total projetada de 8,13 milhões de toneladas, segundo o SLU.

Ou seja: quanto mais a cidade separa, recicla e composta, menos o aterro vira “solução eterna” para um problema que só cresce.

O lado social: cooperativas e renda na triagem

Outro efeito que costuma ser subestimado é o social. Nas UTMBs, a triagem de recicláveis envolve cooperativas de catadores, que dependem do fluxo regular e da qualidade do material para garantir renda e estabilidade no trabalho. Esse é o tipo de política pública que não dá manchete todo dia, mas sustenta muita gente todo mês.

Reconhecimento: Prêmio Arapoti e compostagem no radar

A atuação do SLU com composto orgânico foi reconhecida com o Prêmio Arapoti, na categoria Excelência no Setor Público, segundo divulgação do próprio órgão. O prêmio é apresentado pelo Instituto Arapoti como o “Oscar da Sustentabilidade”.

Desafio permanente: operar bem e conviver melhor

Como toda infraestrutura desse porte, a usina também convive com cobranças da vizinhança, especialmente relacionadas a odor e impactos no entorno — tema que já entrou no debate público local, com promessa de medidas de mitigação pelo SLU.

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