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Eve vende eVTOL ao Japão e reanima ação na B3 após queda

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Fabíola Fonseca

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Acordo com a AirX prevê até 50 aeronaves e entrega em 2029

A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer focada em aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), anunciou a venda de duas unidades para a japonesa AirX, que hoje opera transporte aéreo com helicópteros. Além disso, o contrato inclui opção de compra de mais 48 aeronaves, o que pode levar o acordo a até 50 unidades.

A entrega está prevista para 2029 e a operação é planejada para Tóquio e Osaka, com foco em rotas turísticas e deslocamentos de “última milha”. O anúncio foi feito durante o Singapore Airshow, vitrine global do setor.

Aqui, vale dizer: o Japão não compra “futuro” por impulso. Portanto, quando uma operadora local assina pedido firme e ainda pede opção, o mercado lê como sinal de tração, mesmo que o voo comercial ainda esteja no relógio de 2029.

Primeira venda na Ásia-Pacífico e aposta em mobilidade aérea

A Eve classificou o acordo como sua primeira venda para a região Ásia-Pacífico. Já a AirX afirmou que a parceria pretende levar ao país o transporte aéreo de “próxima geração”, com discurso alinhado a sustentabilidade e inovação.

A imprensa internacional especializada também destacou o negócio como um passo relevante do mercado de mobilidade aérea avançada no Japão, com o potencial do pedido somando cerca de US$ 150 milhões caso as opções sejam exercidas.

Reação no mercado: BDR na B3 e ação nos EUA

No Brasil, os BDRs EVEB31 interromperam o movimento de queda após o anúncio. O papel fechou o pregão de quarta-feira (4) a R$ 19,80, após ter sido negociado a R$ 19,62 no dia anterior, patamar que igualou mínima recente.

Nos Estados Unidos, onde a empresa negocia na NYSE sob o ticker EVEX, as cotações seguem pressionadas desde a segunda metade de janeiro, segundo os registros de mercado citados na cobertura.

O que o acordo diz sobre o momento da Eve

O recado do contrato é pragmático: a Eve ainda está em fase de desenvolvimento e certificação, mas começa a empilhar compromissos comerciais em mercados exigentes. Além disso, operar em Tóquio e Osaka significa, desde já, enfrentar o “mundo real” de infraestrutura, ruído, rotas e aceitação pública. E isso costuma separar promessa de produto.

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