back to top
24 C
Brasilia
sábado, 6 junho 2026, 21:35
Publicidade
Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeProjeto reduz infecções em UTIs e economiza R$ 150 mi

Projeto reduz infecções em UTIs e economiza R$ 150 mi

Publicado em

Reportagem:
Jeferson Nunes

Cobertura relacionada

Polilaminina ainda precisa provar eficácia em humanos

Pesquisa da UFRJ com polilaminina avança para fase 1, mas substância ainda precisa provar segurança e eficácia em humanos. Arte Fonte em Foco/IA

Anvisa libera 1ª semaglutida sintética no Brasil

Semaglutida sintética Ozivy é aprovada pela Anvisa para diabetes tipo 2, mas venda ainda depende de preço.

SUS amplia tratamento contra câncer com R$ 2,2 bi

Câncer no SUS terá R$ 2,2 bi para ampliar remédios, cirurgia robótica e reconstrução mamária. Entenda o pacote.

Chuvas na Zona da Mata deixam 36 mortos e 33 desaparecidos

Chuvas na Zona da Mata mineira deixam 36 mortos, 33 desaparecidos e milhares fora de casa em Juiz de Fora e Ubá. © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Vacina chega a aldeias por rios e helicópteros

Vacinação indígena chega a aldeias do Alto Rio Purus por rios, barcos e helicópteros, com logística e respeito cultural.

Covid-19 lidera mortes por SRAG no Brasil em janeiro

Informativo de vigilância aponta 29 mortes por Covid-19 em janeiro e alta de SRAG com grande parcela sem vírus identificado; idosos concentram óbitos. Fonte em Foco
Publicidade

Criado para enfrentar um dos maiores gargalos da saúde pública, o projeto Saúde em Nossas Mãos conseguiu reduzir em 26% as infecções relacionadas à assistência à saúde em UTIs de adultos, crianças e neonatais de hospitais públicos brasileiros. O resultado foi registrado entre setembro de 2024 e outubro de 2025 e já produziu um efeito direto no caixa do sistema: economia superior a R$ 150 milhões para o SUS.

As infecções hospitalares são um problema silencioso, caro e letal. Por isso, o desempenho do projeto chama atenção não apenas pelos números, mas pela constância. Menos infecção significa menos dias de internação, menos antibiótico e menos óbitos evitáveis — o básico bem-feito que costuma dar resultado.

O Saúde em Nossas Mãos foi desenvolvido por seis grandes hospitais de referência que integram o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde: Hospital Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital Albert Einstein, Hospital do Coração (Hcor), Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês.

A proposta é atuar diretamente nas UTIs brasileiras, com foco na redução de três tipos de infecção consideradas críticas: infecção primária de corrente sanguínea associada a cateter venoso central, pneumonia associada à ventilação mecânica e infecção do trato urinário associada a cateter vesical. Em outras palavras, atacar o problema onde ele nasce.

Segundo Claudia Garcia, coordenadora geral do projeto, a iniciativa funciona como um processo contínuo de aprendizagem. Ela destaca que essas infecções aumentam morbidade, mortalidade e custos hospitalares, mas podem ser evitadas com medidas eficazes de prevenção, treinamento das equipes e padronização de protocolos. Nada revolucionário — apenas rigor técnico aplicado todos os dias.

Os números ajudam a dimensionar o impacto. Estimativas internacionais indicam que as infecções relacionadas à assistência à saúde causam até 3,5 milhões de mortes por ano no mundo. No Brasil, cada infecção evitada representa uma economia estimada entre R$ 60 mil e R$ 110 mil para o sistema público.

A meta do Saúde em Nossas Mãos é ambiciosa, mas plausível: reduzir em 50% as infecções hospitalares até o fim deste ano. Se cumprir o objetivo, o projeto reforça uma lição antiga na saúde pública: prevenção custa menos, salva mais e dá menos manchete — justamente por funcionar.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.