back to top
24 C
Brasilia
segunda-feira, 20 abril 2026, 23:20:22
Publicidade
Publicidade
InícioBrasíliaEpig muda acessos e redesenha a mobilidade no Sudoeste

Epig muda acessos e redesenha a mobilidade no Sudoeste

Publicado em:

Repórter: Jeferson Nunes

Notícias relacionadas

Eleitorado 60+ cresce e ganha peso decisivo em 2026

Eleitorado 60+ cresce 74% desde 2010 e amplia peso nas eleições de 2026. Entenda o que os dados revelam sobre esse grupo. © Paulo Pinto/Agência Brasil

Desemprego sobe a 5,8%, mas renda bate novo recorde

Desemprego sobe a 5,8% no trimestre até fevereiro, mas Brasil registra melhor fevereiro da série e novo recorde de renda. © Paulo Pinto/Agência Brasil

Garantia-Safra libera parcela de abril para agricultores

Garantia-Safra libera parcela única de R$ 1,2 mil em abril para agricultores de 10 estados. Veja quem pode receber. © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

STF derruba lei de SC contra cotas raciais

STF derruba lei de Santa Catarina contra cotas raciais e reafirma a validade constitucional das ações afirmativas no ensino. © Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Brasília entra no feriadão com agenda cultural e lazer

Lazer no DF ganha força no feriadão com agenda cultural, shows, Zoo, Jardim Botânico e transporte grátis no aniversário de Brasília. Carlos Aguiar/Divulgação
Publicidade

Obras na Epig aceleram acessos e mudam a rotina no Sudoeste e na Octogonal

Moradores, motoristas e usuários do transporte público do Sudoeste e da Octogonal já convivem com uma mudança concreta no principal eixo de entrada e saída da região. Segundo balanço divulgado pelo Governo do Distrito Federal, a reconfiguração da Epig reúne investimento superior a R$ 160 milhões e inclui viadutos, corredor exclusivo para ônibus, novas rotatórias, drenagem, pavimentação e travessias para pedestres e ciclistas.

O que mudou no corredor viário da Epig

A obra foi desenhada para atacar um problema antigo de fluidez num trecho que conecta áreas densamente ocupadas ao centro de Brasília. Dados oficiais da Secretaria de Obras indicam que o projeto prevê ciclovias, pavimento rígido, corredor exclusivo para ônibus e estruturas viárias para reduzir interrupções por semáforos em pontos críticos. A estimativa do governo é que a intervenção beneficie cerca de 30 mil motoristas por dia e reduza em até 25 minutos o tempo gasto por usuários do transporte coletivo em parte do trajeto.

Além do corredor principal, a obra foi fatiada em trechos. Em atualização mais recente, o governo informou que quatro novos viadutos já haviam sido liberados ao trânsito e que o cronograma previa a conclusão do viário nos primeiros meses de 2026, com o fechamento total do empreendimento até abril de 2026.

Impacto vai além do trânsito e alcança o espaço urbano

A reorganização não ficou restrita ao asfalto. O balanço oficial também aponta intervenções em calçadas acessíveis, iluminação em LED, paisagismo e reestruturação de áreas de lazer, com a promessa de ampliar segurança e conforto para quem mora, trabalha ou circula pela região. Esse pacote ajuda a explicar por que a obra passou a ser tratada pelo governo não apenas como melhoria viária, mas como reordenação do espaço urbano cotidiano.

Um exemplo dessa lógica aparece na ligação da Quarta Avenida do Sudoeste com a Epig, que recebeu recapeamento recente. A Novacap informou que o trecho de 350 metros sofria com desgaste, buracos e desníveis, e que a nova pavimentação foi executada dentro de contrato de manutenção viária com investimento previsto de cerca de R$ 1 milhão.

Onde o ganho é visível para quem usa a região

Na prática, a mudança mais perceptível é a tentativa de eliminar gargalos históricos nos acessos entre Sudoeste, Octogonal, SIG, Eixo Monumental e áreas vizinhas. O governo afirma que a nova configuração deve garantir fluxo mais contínuo, com menos retenções em cruzamentos antes marcados por semáforos e conversões problemáticas. Também há reforço na circulação a pé e de bicicleta, ponto muitas vezes tratado como adereço em obras viárias e não como parte central da mobilidade.

Quando a obra viária deixa de ser só concreto

A transformação em curso no Sudoeste e na Octogonal revela algo maior do que uma soma de viadutos, rotatórias e recapeamentos. Ela mostra o esforço do poder público para adaptar uma área planejada a um volume de circulação mais intenso e a uma ocupação residencial consolidada. Isso não resolve, por si só, o velho enigma brasiliense de crescer sem empurrar o cidadão para mais tempo no trânsito. Mas indica uma mudança de escala: a mobilidade deixou de ser tratada apenas como passagem de carros e passou a exigir integração entre transporte coletivo, travessia segura, acessibilidade e desenho urbano. O teste de verdade, como sempre, virá depois da fita cortada: menos discurso de inauguração e mais medição concreta de fluidez, segurança e tempo real de deslocamento.

Fontes e documentos:

Obras de mobilidade, com a construção do viaduto e ampliação da Epig, marcam sete anos de investimento no Sudoeste/Octogonal (Agência Brasília)
– Nova Epig: Investimento de R$ 160 milhões no mais moderno corredor viário do DF (Secretaria de Obras e Infraestrutura do DF)
– DF entrega quatro novos viadutos em 18 meses e avança na construção do corredor exclusivo de ônibus da Epig (Segov-DF)
– Trecho de ligação da Quarta Avenida do Sudoeste com a Epig passa por pavimentação (Novacap)

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.