Ação acelera mamografias e ultrassons na Região Sudoeste
Quase 800 consultas e 1,2 mil exames. Esse foi o saldo da passagem da Carreta do Programa Agora Tem Especialistas pelo Hospital Regional de Taguatinga (HRT), com 718 mamografias e 495 ecografias transvaginais realizadas.
Com apoio da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) e execução vinculada ao Ministério da Saúde, a iniciativa reforça a prevenção e o cuidado da saúde da mulher, oferecendo consultas com ginecologistas e exames de imagem voltados ao diagnóstico mais rápido.
Aqui vai o ponto que importa: quando a fila é o “protocolo” do SUS, qualquer estratégia que encurte o tempo de espera deixa de ser evento e vira obrigação. E, neste caso, os números mostram que dá para destravar demanda represada com organização e estrutura.
Atendimento regulado: foco em quem já aguardava na fila
Na Região de Saúde Sudoeste, que engloba Taguatinga, Águas Claras, Recanto das Emas, Samambaia, Vicente Pires e Água Quente, a carreta atende mulheres previamente reguladas, ou seja, pacientes já cadastradas na fila do DF. Assim, o serviço funciona como uma porta adicional de acesso dentro do SUS, sem “atalho” improvisado e com foco em ampliar capacidade instalada.
Visita ao HRT e recado sobre a espera por exames
Durante visita na quarta-feira (4 de fevereiro de 2026), o diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Nilton Pereira, afirmou que as carretas miram o gargalo mais apontado pela população: o acesso à atenção especializada, com a meta de reduzir espera por exames e procedimentos.
Também participaram da visita os deputados distritais Jorge Vianna e Chico Vigilante, além de Ronaldo Seggiaro, do Conselho Regional de Saúde de Taguatinga.
Estrutura: consultórios, diagnóstico e capacidade de espera
A carreta dispõe de consultórios climatizados para atendimentos e diagnósticos, além de salas de espera com capacidade para até 60 pessoas sentadas. As unidades itinerantes circulam por diferentes regiões administrativas desde outubro do ano passado, segundo as divulgações oficiais.
Antes de Taguatinga, Ceilândia registrou mais de 3,3 mil procedimentos
Na etapa anterior, em Ceilândia, entre dezembro de 2025 e a primeira quinzena de 2026, foram contabilizados mais de 1,4 mil atendimentos e 3,3 mil procedimentos.
A mensagem política é simples e incômoda: se uma carreta consegue produzir esse volume em poucos dias, então o problema nunca foi “falta de demanda”. Foi, e ainda é, falta de resposta com escala.

