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Galípolo diz que BC entra em fase de “calibragem” dos juros

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Fabíola Fonseca

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BC reconhece melhora da inflação, mas mantém tom de cautela

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a política monetária entrou em um estágio de “calibragem”, ao mencionar a necessidade de reconhecer sinais de melhora do ambiente inflacionário em um cenário de desaceleração da economia, sem perder a cautela com a inflação ainda acima da meta.

O que significa “calibragem” no discurso do BC

Galípolo descreveu o momento como um ajuste fino após um ciclo de aperto monetário que levou a taxa básica a um patamar elevado. Ele indicou que há sinais de melhora tanto em expectativas de inflação quanto no comportamento de preços correntes, mas ressaltou que isso não autoriza comemoração antecipada, porque a convergência para a meta ainda não está garantida.

Por que o BC segue cauteloso com as expectativas longas

O presidente do BC disse que incomoda a dificuldade de o mercado reduzir projeções mais longas. No Boletim Focus, a mediana para o IPCA segue em 3,5% para 2028 e 2029, acima do centro da meta de 3% ao ano, ponto que ajuda a explicar o cuidado do BC ao discutir ritmo e timing de cortes.

Selic em 15% e sinalização para as próximas reuniões

No fim de janeiro, o Copom manteve a Selic em 15,00% ao ano, e o comunicado oficial apontou estratégia de convergência da inflação para a meta. Parte do noticiário econômico passou a tratar março como o primeiro mês possível para início de cortes, dependendo dos dados e das expectativas.

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