Jardim do Hospital de Base ganha cores e acolhe mais
Entre consultas, exames e aquela rotina hospitalar que não pede licença, um lugar para respirar vira quase um remédio. Por isso, a revitalização do jardim do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) não é detalhe estético: é cuidado prático, daqueles que seguram a mão sem precisar de luva. Nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, quem circula pelo espaço encontra o ambiente renovado após a pintura feita por voluntárias da Rede Feminina de Combate ao Câncer, ação que reforça o acolhimento para pacientes, acompanhantes e colaboradores.
A cor também trata
A iniciativa, realizada anualmente, mantém vivo o legado de Verinha, referência do voluntariado no hospital e uma das fundadoras do grupo. E aqui cabe dizer com todas as letras: humanização não é enfeite de discurso, é estratégia concreta para reduzir sofrimento no cotidiano.
Para a coordenadora da Rede Feminina, Larissa Bezerra, o ambiente interfere diretamente na experiência de quem atravessa o hospital por dentro e por fora. Segundo ela, a própria Verinha repetia uma ideia simples e poderosa: lugar limpo, arrumado e acolhedor já ajuda a amenizar dor e angústia. Além disso, Larissa define o jardim como um ponto de respiro para todos que passam pela unidade, do paciente ao colaborador.
Reabertura do espaço puxou o timing da ação
Tradicionalmente feita no início do ano, a pintura de 2026 coincidiu com a reabertura do jardim, que ficou fechado por alguns dias para manutenção. Assim, o retorno do espaço virou também um marco simbólico: reabrir e renovar, ao mesmo tempo, o que as pessoas veem e sentem quando procuram um intervalo no meio do caos.
Doação vira rede e rede vira acolhimento
De acordo com Larissa, todo o material usado na pintura veio de doações. Ou seja: além das mãos, houve uma cadeia de apoio para deixar o ambiente mais leve e mais digno. E, num hospital, dignidade é aquela palavra que costuma faltar quando o dia aperta.
Um jardim com história e uso real
Com cerca de 65 anos, desde a inauguração do HBDF, o jardim é parte da história da unidade e funciona como área de convivência e descanso. O local reúne bancos, mesas, parquinho infantil e pergolado. Além disso, abriga a Casa Rosa, sede da Rede Feminina, a capela do hospital e um projeto de horta social ligado à Psiquiatria.
A mensagem é direta: um hospital que cuida do entorno cuida melhor do centro. E, francamente, já passou da hora de tratar isso como prioridade, não como “gentileza”.
Fontes e documentos:
– Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília
– Casa Rosa Rede Feminina
– HBDF homenageia legado de amor e solidariedade na luta contra o câncer
– Setembro em Flor no Jardim do HBDF

