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Cães policiais reforçam ações contra drogas no DF

Publicado em:

Repórter: Marta Borges

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Faro canino amplia buscas por drogas, armas e explosivos

Com faro muito superior ao humano, os cães policiais se consolidaram como ferramenta estratégica em operações de segurança pública no Distrito Federal. No Batalhão de Policiamento com Cães da PMDF, os animais atuam na detecção de drogas, armas, explosivos e também em ações de busca e captura de suspeitos.

A unidade conta atualmente com 48 cães, entre animais formados e outros ainda em treinamento. Desse total, 17 são filhotes, parte do processo contínuo de renovação do plantel. O treinamento pode durar até um ano e meio, conforme a aptidão de cada animal.

BPCães atua em operações de alto risco

Os chamados K9, termo usado internacionalmente a partir da palavra inglesa canine, são separados por idade e modalidade de atuação. Em Brasília, o trabalho é executado pelo BPCães, unidade especializada da Polícia Militar do Distrito Federal.

Entre as frentes de atuação estão varreduras em locais sensíveis, apoio a ocorrências com drogas, identificação de armas, detecção de explosivos e localização de pessoas procuradas. Em uma operação, o cão não substitui a investigação. No entanto, amplia a capacidade de busca onde o olho humano simplesmente não alcança.

A força do faro explica parte dessa eficiência. Enquanto humanos têm entre 5 milhões e 6 milhões de receptores olfativos, cães podem chegar a centenas de milhões, a depender da raça. Na segurança pública, essa diferença deixa de ser curiosidade biológica e vira ferramenta operacional.

Faro ajuda a encontrar drogas e explosivos

A atuação dos cães ganhou repercussão nacional após uma operação realizada em abril no Rio de Janeiro. Na ocasião, o pastor-belga-malinois Hulk, do Batalhão de Ações com Cães da PM do Rio, ajudou a localizar mais de 48 toneladas de drogas no Complexo da Maré. A apreensão foi apontada pela Polícia Militar como a maior já registrada no país.

No DF, cães como Paçoca, Xamã e Izzy se destacaram em grandes apreensões de entorpecentes. Zang localizou drogas escondidas em um carro funerário. Scott tem histórico de apreensões de armas de fogo e drogas enterradas. Zaira atua em busca e captura de suspeitos. Eros, por sua vez, participou de ocorrências relacionadas à detecção de explosivos, inclusive após as explosões nas proximidades do Supremo Tribunal Federal, em 2024.

Esses exemplos mostram que o cão policial não é acessório de cena. É parte técnica da operação. E, convenhamos, quando o esconderijo precisa enganar polícia, câmera, viatura e ainda um focinho treinado, o crime começa a ficar sem criatividade.

Treinamento começa ainda nos primeiros meses

A seleção dos animais começa cedo. Os filhotes são avaliados por equipe especializada, que observa impulso de caça, proatividade, resistência, facilidade de aprendizado e resposta a comandos.

Raças como pastor-alemão e, principalmente, pastor-belga-malinois, são priorizadas por características como inteligência, coragem, preparo físico e versatilidade. Esses atributos são importantes porque o trabalho exige concentração, controle emocional e disposição para rotinas intensas.

O treinamento é baseado em reforço positivo. No caso do faro de narcóticos, por exemplo, os odores são associados a recompensas, sem contato direto dos cães com as substâncias. O animal aprende a identificar cheiros específicos e entende a busca como uma atividade lúdica.

Rotina exige renovação e cuidado

A vida operacional dos cães costuma durar até os 7 ou 8 anos de idade. Depois desse período, os animais são desligados do serviço e seguem para a aposentadoria, geralmente com os próprios condutores ou em lares adotivos com estrutura adequada.

Essa etapa também faz parte da responsabilidade institucional. O cão que trabalhou em ocorrência, varredura e risco precisa terminar a carreira com qualidade de vida. Segurança pública séria não começa nem termina na operação; inclui preparo, cuidado e destino digno para o animal.

A renovação contínua do plantel permite que os cães mais velhos sejam substituídos gradualmente por novos animais em formação. Assim, a unidade mantém capacidade operacional sem depender de improviso.

Tecnologia não eliminou o valor do instinto treinado

O avanço de câmeras, sensores e sistemas de inteligência mudou a segurança pública, mas não tornou o faro canino dispensável. Pelo contrário: em muitas situações, a combinação entre tecnologia, investigação e cão treinado aumenta a chance de localizar drogas, armas, explosivos e suspeitos.

O ponto central é que o animal não atua sozinho. O resultado depende do binômio formado por cão e condutor, do treinamento permanente e da integração com outras unidades policiais.

Em segurança pública, eficiência costuma nascer dessa soma: técnica, disciplina, leitura de cenário e resposta rápida. O cão entra onde a suspeita ainda é invisível. E, quando sinaliza, transforma cheiro em evidência operacional.

Fontes e documentos:

Cachorros policiais ampliam capacidade de atuação no DF (Agência Brasília)
– Cão Hulk ajudou a encontrar 48 toneladas de drogas no Complexo da Maré (CNN Brasil)
– The Role of Olfaction in Dogs: Evolution, Biology, and Human Applications (National Library of Medicine)

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