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Cursos do GDF abrem renda para mulheres

Publicado em:

Repórter: Janaina Lemos

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Mais de 300 mulheres recebem certificado e miram renda própria no DF

Mais de 300 mulheres receberam certificados de qualificação profissional no Distrito Federal e agora podem transformar cursos gratuitos em renda. A entrega ocorreu nesta terça-feira (28), em ação do Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda.

As participantes fazem parte do programa Jornada da Mulher Trabalhadora, voltado à formação profissional e à ampliação da autonomia financeira feminina. Nesta etapa, os cursos atenderam especialmente moradoras do Gama e do Guará II, com foco em atividades de rápida inserção no mercado.

Qualificação mira renda e autonomia

A formação ofereceu cursos gratuitos de alongamento de unhas, extensão de cílios e tranças. São áreas ligadas ao setor de beleza, que permite atuação autônoma, atendimento domiciliar ou abertura gradual de pequenos negócios.

Durante a cerimônia, a governadora Celina Leão associou a qualificação profissional à independência financeira. Segundo ela, a primeira renda pode representar uma porta de saída para mulheres em situação de dependência econômica ou vulnerabilidade.

A relação entre trabalho e autonomia é central nesse tipo de política pública. Quando a mulher passa a ter renda própria, ela ganha mais condições de tomar decisões sobre a própria vida. Não resolve tudo, porque nenhum certificado carrega varinha mágica. Mas pode abrir uma porta onde antes havia apenas parede.

Programa já capacitou mais de 15 mil alunas

Os cursos são oferecidos pelo Instituto Cultural e Social do Distrito Federal. De acordo com a entidade, a Jornada da Mulher Trabalhadora já capacitou mais de 15 mil alunas desde 2019.

As aulas duram 23 dias e terminam com a entrega de certificados. Embora a maior parte das capacitações esteja concentrada na área da beleza, o programa também já ofereceu formações em áreas administrativa e de saúde, como cuidador de idosos.

Além disso, a Sedet-DF afirma que pretende alcançar mais de 40 mil pessoas qualificadas em 2026, somando iniciativas como Qualifica DF, Renova DF, Jornada da Mulher Trabalhadora e outros programas.

Quem pode participar da Jornada da Mulher Trabalhadora

Para participar, é necessário morar no Distrito Federal e ter pelo menos 16 anos. No caso de adolescentes de 16 e 17 anos, é obrigatória autorização dos pais ou responsáveis.

O programa atende preferencialmente mulheres em situação de vulnerabilidade social, como desempregadas, trabalhadoras informais e beneficiárias do seguro-desemprego. As aulas são organizadas em turmas matutinas e vespertinas.

Nesta fase, foram contempladas principalmente moradoras do Gama e do Guará II. As próximas regiões previstas no ciclo são Planaltina, Ceilândia, 26 de Setembro, Riacho Fundo, Itapoã e Sobradinho II.

Quando o curso vira possibilidade concreta

A história de Joelma dos Anjos, de 47 anos, mostra o efeito prático da iniciativa. Desempregada e moradora do Gama, ela aproveitou a oportunidade para aprender tranças e extensão de cílios. O objetivo agora é usar o aprendizado como fonte de renda.

Jaqueline Pegoraro, de 24 anos, moradora da Estrutural, vê a formação como primeiro passo para novos projetos. Também desempregada, ela pretende usar a qualificação para buscar independência financeira e continuar estudando.

Esses relatos ajudam a tirar a política pública do papel timbrado. No fim, a medida só faz sentido quando vira atendimento, renda, cliente, agenda cheia e menos dependência. O resto é discurso com crachá.

Autonomia exige continuidade

A certificação de mais de 300 mulheres é um avanço, mas a efetividade do programa dependerá da continuidade das turmas, da qualidade da formação e da capacidade de conectar as participantes ao mercado. Curso gratuito é porta de entrada. Para virar renda estável, precisa de acompanhamento, divulgação, orientação empreendedora e acesso a oportunidades reais.

O desafio do poder público é evitar que a entrega de certificados seja tratada como ponto final. Para muitas mulheres, ela é apenas o começo. E começo, quando bem feito, pode mudar a rota de uma casa inteira.

Fontes e documentos:

Jornada da Mulher Trabalhadora certifica mais de 300 alunas em cursos profissionalizantes (Agência Brasília)
– Abertas 420 vagas para cursos do projeto Jornada da Mulher Trabalhadora (Agência Brasília)

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