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Agência de modelos em Brasília é processada por suposto golpe

Publicado em:

Reporter: Marta Borges

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Pelo menos dez clientes da agência de modelos Brain, em Brasília, entraram com uma ação judicial conjunta alegando terem sido vítimas de um esquema que prometia trabalhos remunerados, mas resultou apenas em prejuízo financeiro e frustração. O grupo acusa a agência de ter cobrado valores altos de agenciamento sem oferecer oportunidades de trabalho subsequentes.

O processo, que busca rescisão contratual e devolução dos valores pagos, soma aproximadamente R$ 53 mil em cobranças. A agência tem até a próxima semana para apresentar sua defesa.

A denúncia aponta que a agência abordava jovens por redes sociais ou em shopping centers, oferecendo elogios e promessas de uma nova carreira.

Carla*, de 28 anos, estava endividada quando aceitou a proposta em junho. Ela pagou cerca de R$ 2 mil ao agenciador para ter suas fotos divulgadas. O único trabalho que obteve, supostamente para uma loja de óculos, rendeu R$ 700, que foram abatidos do valor do agenciamento. “Me senti muito enganada. Nunca mais teve trabalho nenhum”, relatou.

Marta*, de 25 anos, também pagou R$ 1,3 mil com a promessa de conseguir de dois a três trabalhos por mês. “Eu me inscrevi em todos os castings e eles nunca me chamaram”, lamentou.

Em um dos casos, Ester*, de 25, foi abordada com a oferta de trabalhos para ela e seu filho de 8 anos, em um contrato de R$ 5 mil. Mãe e filho fizeram o trabalho inicial, mas nenhum outro serviço foi oferecido.

As clientes formaram um grupo chamado “Enganados pela Brain” para compartilhar experiências similares. Uma ex-funcionária da agência afirmou que a meta interna era captar, no mínimo, 100 potenciais modelos por dia e que os funcionários recebiam orientação para “elogiar muito a pessoa”, sabendo que os contratos dificilmente renderiam trabalho. “Isso é uma furada”, opinou a ex-funcionária.

O advogado criminalista Jaime Fusco sugere que a conduta da agência pode configurar o crime de estelionato e recomenda que as vítimas denunciem o caso à Delegacia de Crimes de Fraude e ao Ministério do Trabalho.

A agência Brain, por meio de seu advogado, Marcos Albrecht, negou que existam promessas de emprego, alegando que os contratos assinados explicitam a ausência de garantia de trabalho.

Em nota, a empresa refutou “veementemente qualquer alegação de engano” e negou ter sido intimada sobre o processo cível. A Brain também negou a meta de abordar 100 pessoas por dia e repudiou a sugestão de “comprar seguidores” para clientes.

A agência Brain afirma que cumpre suas obrigações e que os agenciados aprovados no trabalho para a loja Oculum “recebem créditos em óculos ou podem abater o valor equivalente no investimento de agenciamento”.

A defesa da agência alega nunca ter recebido “queixas diretas com esse teor” e diz não saber quem são as pessoas citadas, dificultando a conciliação. Contudo, todas as vítimas ouvidas afirmam ter reclamado diretamente da falta de retorno da agência.

*Os nomes foram trocados, a pedido das vítimas.

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