back to top
24 C
Brasilia
sábado, 28 março 2026, 11:06:20
Publicidade
Publicidade
InícioBrasíliaBiofábrica de mosquitos com bactéria que bloqueia dengue

Biofábrica de mosquitos com bactéria que bloqueia dengue

Publicado em:

Repórter: Jeferson Nunes

Notícias relacionadas

Praça Paulo Pestana eterniza jornalista

Praça Paulo Pestana é inaugurada no Lago Norte com investimento de R$ 1,68 milhão e homenagem permanente ao jornalista. Vinicius Saiki/Divulgação

Itapoã avança com obras e serviços e muda perfil urbano

Itapoã amplia mobilidade, habitação e serviços públicos e consolida sua transformação urbana no Distrito Federal. Divulgação/Agência Brasilia

Mendonça manda Alcolumbre ler pedido da CPMI do INSS

André Mendonça mandou Davi Alcolumbre ler o requerimento de prorrogação da CPMI do INSS após pedido de Carlos Viana. © Nelson Jr./SCO/STF

DF inicia vacinação contra a gripe com mais de 100 salas

DF iniciou a vacinação contra a gripe para grupos prioritários em mais de 100 salas. Veja quem pode se vacinar e onde procurar atendimento. Agência Saúde DF

Brasil endurece regras e mira abuso infantil online

ECA Digital começa a valer no Brasil com regras para redes sociais, jogos, apostas e proteção online de menores. © Rovena Rosa/Agência Brasil
Publicidade

A Secretaria de Saúde (SES-DF) colocou em operação a primeira biofábrica de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia, bactéria capaz de impedir a transmissão de vírus como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

O funcionamento lembra o de uma fábrica comum: a “matéria-prima” chega, passa por etapas de incubação e desenvolvimento, e o “produto final” é distribuído para diversas regiões. A diferença é que, em vez de mercadorias, os lotes entregam mosquitos aliados no combate a doenças.

Como funciona a tecnologia

Os ovos dos chamados “mosquitos amigos”, vindos de Curitiba (PR), são colocados em potes com água e alimento, em ambiente controlado a 30°C. Em até 14 dias, as larvas evoluem para a fase adulta. Depois, os insetos são transportados em caixas e soltos em diferentes localidades do DF e em cidades do Entorno goiano.

Uma vez no ambiente, os mosquitos infectados com a Wolbachia passam a se reproduzir com a população selvagem, transmitindo a bactéria para as próximas gerações. Além disso, quando machos com Wolbachia cruzam com fêmeas não infectadas, não há descendentes, o que reduz gradualmente o número de vetores capazes de transmitir doenças.

Segurança comprovada

Segundo o coordenador de operações da empresa Wolbito do Brasil, Caio Rabelo, a tecnologia é segura:

“A Wolbachia já está presente naturalmente em diversos insetos, inclusive abelhas, sem causar qualquer dano. Estamos em contato com ela desde sempre, e sabemos que não representa risco algum para a saúde humana.”

O subsecretário de Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos Martins, reforça que a bactéria apenas impede que os vírus se multipliquem no mosquito:

“Ela não prejudica o inseto, nem animais ou pessoas que entrem em contato. A única função é barrar a reprodução dos vírus dentro do mosquito.”

Áreas contempladas

Os wolbitos serão soltos inicialmente em Planaltina, Brazlândia, Sobradinho II, São Sebastião, Fercal, Estrutural, Varjão, Arapoanga, Paranoá e Itapoã, além de Luziânia e Valparaíso (GO).

De acordo com o gerente de Implementação da Wolbito do Brasil, Gabriel Sylvestre, a estratégia tende a ser autossustentável:

“Com o tempo, a população de mosquitos com Wolbachia cresce e a dos transmissores comuns diminui, reduzindo de forma significativa o risco de novas epidemias.”

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.