Publicidade
InícioBrasíliaEducação DFEstudantes celebram retorno do Pontes para o Mundo

Estudantes celebram retorno do Pontes para o Mundo

Publicado em

Reportagem:
Janaina Lemos

Cobertura relacionada

Governo assina estudo do VLT entre Taguatinga e Ceilândia

GDF assina contrato de R$ 5,9 milhões para estudos do VLT Taguatinga-Ceilândia; prazo de 360 dias vai definir viabilidade da obra de 15,8 km.

LED libera quadra de tênis à noite no Riacho Fundo II

Tênis no DF ganha reforço com nova iluminação em quadra do Riacho Fundo II. Veja como a melhoria impacta alunos e moradores.

DF prepara modelo que vai medir governança pública

Governança no DF terá modelo de maturidade para avaliar órgãos, corrigir falhas internas e melhorar entregas públicas. Divulgação/CGDF

Agências do trabalhador oferecem 128 vagas nesta Quarta-feira de Cinzas

As agências do trabalhador do Distrito Federal disponibilizam 128...

Regularização rural avança no Roseli Nunes

Terra rural no Roseli Nunes ganha regularização com contratos de uso que ampliam segurança para famílias de Planaltina.
Publicidade

O desembarque do último grupo de participantes do Pontes para o Mundo, no Aeroporto Internacional de Brasília, marcou mais do que o fim de uma viagem: simbolizou um começo. Foram cerca de 17 semanas de imersão no Reino Unido que transformaram, por dentro, os 27 estudantes e os dois servidores da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) que integraram a etapa final da primeira edição do programa de intercâmbio internacional do Governo do Distrito Federal (GDF).

A cena era de abraço forte, choro contido e sorriso largo. O governador Ibaneis Rocha resumiu o clima logo no primeiro minuto: “Eu tô aqui quase em lágrimas”. Disse isso enquanto observava famílias reencontrando os filhos, muitos deles deixando o país pela primeira vez. Para ele, é essa reação emocionada que reforça o valor de políticas públicas capazes de mudar biografias. “É uma coisa que nos inspira a continuar com programas importantes como esse, que dão oportunidade desses adolescentes conhecerem o mundo e viverem experiências que vão engrandecê-los pelo resto da vida”, afirmou.

O chefe do Executivo defendeu que a iniciativa siga firme nos próximos anos, independentemente de quem assumir o governo. Segundo ele, o impacto educacional e humano da proposta já justifica sua continuidade. Estão garantidas 400 vagas para 2026, com expansão para outros países e a intenção declarada de transformar o Pontes para o Mundo em política permanente.

A idealizadora e madrinha do programa, a primeira-dama Mayara Noronha Rocha, destacou o caráter estratégico da experiência. “Hoje em dia não é luxo; é necessidade. É esse tipo de programa que prepara nossos estudantes para dialogar com profissionais do mundo inteiro. Saímos do nosso quadradinho e trazemos de volta conhecimento, tecnologia e possibilidades”, avaliou.

Vivência internacional que amplia horizonte

Nesta primeira edição, 101 estudantes viajaram para instituições de ensino em países de língua inglesa — Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte. O programa não se limitou às salas de aula: uniu aprendizado formal a visitas culturais, atividades técnicas e experiências de convivência que estimularam autonomia, adaptação e domínio do inglês.

A estrutura oferecida foi completa. O GDF garantiu transporte, alimentação, hospedagem e suporte socioemocional durante toda a estadia. Muitos jovens deixaram o Brasil com receios comuns a quem viaja pela primeira vez, e voltaram com uma confiança que, segundo os próprios estudantes, não cabe na bagagem.

A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, afirmou que o impacto é visível. “Os meninos que estão desembarcando hoje não são os mesmos que embarcaram em setembro. Voltaram independentes, mais seguros e apaixonados pela língua inglesa. Estão fluentes, falando muito bem. E agora têm uma perspectiva maior de onde podem atuar e crescer.”

Histórias que mudam o rumo da vida

Para Felipe Berg, 16 anos, estudante do CED 6 de Ceilândia e morador do Pôr do Sol, a experiência em Chester, na Inglaterra, foi um divisor de águas. Ele estudava russo, não inglês. Mas a vivência internacional virou chave. “Essa experiência já está mudando minha vida. Acho que vai abrir portas para bolsas em universidades internacionais”, comemorou.

A mãe, Ivonildes Botelho, 47, disse que o programa realizou um sonho que ela mesma não teria condições financeiras de viabilizar. Chorou, sorriu, agradeceu. “Ele não é mais o mesmo. Voltou mais maduro. Esse projeto abriu asas para ele voar. Foi um presente de Deus.”

O mesmo entusiasmo veio de Hugo Gaudino, 17 anos, estudante do CEM Elefante Branco, que passou o período em Warwickshire, na Inglaterra. “Mudou a minha vida inteira. Foi uma experiência muito boa. Ainda tô muito feliz e grato”, contou.
A mãe, Giselda da Silva, reforçou que preparou o filho para viver o mundo com autonomia. “Eu treinei o Hugo para ser livre. Ele viveu experiências novas, fez amizades com adolescentes internacionais e já está com planos de voltar. Quero que ele voe”, disse.

Entre malas abertas no saguão e relatos atropelados pela emoção, a impressão geral é a de que o Pontes para o Mundo não ofereceu apenas uma viagem — ofereceu perspectiva. Os jovens voltaram diferentes porque foram tratados como protagonistas de suas trajetórias. E, ao que tudo indica, esse é só o início de uma jornada que promete atravessar outras fronteiras.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.