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Brasil reage a tarifas dos EUA e busca novos mercados

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Fabíola Fonseca

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Em um evento no Recife, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, criticou a política de tarifas dos Estados Unidos, classificando a mistura de agendas políticas e econômicas como “contraproducente”. Segundo o ministro, a taxação americana trará consequências negativas para o emprego, mas o Brasil já se movimenta para amenizar esses efeitos buscando novos mercados.

“Emprego não é de direita nem de esquerda. Emprego é do povo brasileiro”, disse Costa Filho, acusando o governo Trump de prejudicar milhares de empresas com as novas tarifas. Ele ressaltou que, por outro lado, a medida americana reforçou a estratégia brasileira de diversificar suas relações comerciais.

O ministro destacou que o atual governo já abriu mais de 390 novos mercados em pouco mais de dois anos, principalmente com países da Ásia e da Europa.

Ministro das Cidades critica “loucura” de política externa dos EUA

Também presente no evento, o ministro das Cidades, Jader Filho, expressou a esperança de que a pressão interna nos EUA leve à revisão das políticas externas. “Tenho a impressão de que as grandes cabeças dos Estados Unidos pressionarão para que essa bola baixe, e que acabe essa loucura que está estabelecida na política internacional norte-americana”, afirmou Jader Filho.

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, por sua vez, chamou a atenção para a suspensão, pelo governo Trump, de leis americanas que puniam empresas que corrompiam funcionários públicos em outros países. Ele destacou o avanço do Brasil na construção de instituições de cooperação internacional, focadas em combate à corrupção.

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