Ao longo de 2025, o Instituto Brasília Ambiental consolidou uma série de avanços na proteção do meio ambiente, da fauna silvestre, na educação ambiental, na fiscalização e no fortalecimento da estrutura administrativa. O conjunto de ações reforça o compromisso institucional com o desenvolvimento sustentável do Distrito Federal e a preservação do Cerrado, bioma estratégico para a segurança hídrica do país.
A vice-governadora Celina Leão destacou o papel central do Cerrado nas políticas públicas ambientais. Segundo ela, o bioma é reconhecido como o berço das águas, o que exige atenção permanente do poder público. A defesa apresentada é de que o crescimento econômico do DF precisa caminhar alinhado à sustentabilidade, evitando que o progresso avance à custa da degradação ambiental.
O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, avaliou o período como um ano de enfrentamentos e conquistas relevantes. De acordo com ele, a meta da gestão é seguir avançando, seja por meio de instrumentos normativos, seja com ações práticas, garantindo que o Cerrado continue protegido e respeitado. A fala traduz um ponto sensível da agenda ambiental: preservar exige decisão política contínua, não apenas discurso de ocasião.
Na área de licenciamento ambiental, até 3 de dezembro, a autarquia emitiu 395 autorizações, entre licenças de instalação e de operação. O número representa um crescimento de 33% em relação a 2024. Também foi lançado o Painel de Licenciamento Ambiental, ferramenta digital integrada ao Observatório da Natureza e Desempenho Ambiental (Onda), ampliando a transparência e facilitando o acesso da sociedade às informações.
Nas unidades de conservação, a aprovação da Lei da Brigada garantiu contratos de dois anos para brigadistas florestais, medida considerada estratégica para assegurar continuidade no combate a incêndios. Outro avanço foi a criação do Fundo de Compensação do Cerrado, destinado a melhorar a aplicação de recursos ambientais na proteção e recuperação do bioma no DF.
O Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre (Hfaus) registrou 2.274 atendimentos em 2025, aumento de 16% em comparação ao ano anterior. A maioria dos animais atendidos foram aves, seguidas por mamíferos e répteis, com tempo médio de tratamento de cerca de três semanas. O dado revela tanto a eficiência do serviço quanto a pressão constante sobre a fauna.
Na educação ambiental, o projeto Parque Educador atendeu quase quatro mil crianças apenas neste ano, alcançando aproximadamente 24 mil estudantes desde 2018. Já o programa Eu Amo o Cerrado distribuiu mais de 30 mil materiais educativos, ampliando o alcance das ações de conscientização.
A fiscalização ambiental também foi reforçada. O instituto incorporou 56 novos auditores fiscais, totalizando 2.817 ações realizadas em todo o DF. As operações combateram desmatamento, tráfico e maus-tratos de animais, além de outras irregularidades ambientais.
O balanço de 2025 mostra que, quando há estrutura, pessoal e planejamento, a política ambiental deixa de ser promessa e passa a ser prática. No Cerrado, onde o erro custa caro, avançar não é opção — é obrigação.

