back to top
24 C
Brasilia
sábado, 13 junho 2026, 08:56
Publicidade
Publicidade
InícioBrasilPolíticaCongresso promulga isenção de IPVA e entra em reta final

Congresso promulga isenção de IPVA e entra em reta final

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Marta Borges

Cobertura relacionada

Definir prioridades ajuda a dar direção ao dinheiro

Definir prioridades financeiras ajuda a organizar o dinheiro e tornar objetivos possíveis em cada fase da vida.

Inflação prevista sobe e aperta debate sobre juros

Inflação prevista pelo Focus sobe para 5,11% em 2026 e amplia pressão sobre juros antes da reunião do Copom.

Dor crônica ganha dia nacional e diretrizes no SUS

Dor crônica ganha dia nacional e diretrizes no SUS, com atendimento integral e campanhas anuais de conscientização.

DF reduz crimes letais e lidera ranking de segurança

Crimes letais colocam o DF na liderança nacional, mas furtos, feminicídio e segurança nas ruas seguem como desafios.

Ideia Minha Comunicação: produtos personalizados em acrílico de alto padrão

Idéia Minha Comunicação se consolida como uma referência nacional no mercado de produtos personalizados em acrílico.

Medicinca veterinária ilegal vira crime no Código Penal

A medicina veterinária ilegal passa a ser crime no Código Penal, com pena de seis meses a dois anos de detenção.
Publicidade

O Congresso Nacional entra na próxima semana na reta final de suas atividades em 2025, com uma pauta carregada de temas polêmicos e debates quentes. Na terça-feira (9), haverá sessão solene para promulgar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que concede imunidade do IPVA aos veículos com 20 anos ou mais de fabricação — uma medida que padroniza a legislação nacional e beneficia principalmente a população de baixa renda que possui carros antigos.

A PEC 72/23 estende para todo o país um benefício de imunidade tributária que já existia em alguns estados. Com a promulgação, proprietários de veículos fabricados há duas décadas ou mais estarão automaticamente isentos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Segurança Pública: CNJ perde poder e conselho vira consultivo

Na Câmara dos Deputados, está prevista a apresentação do parecer do deputado Mendonça Filho (União-PE) sobre a PEC 18/25 da Segurança Pública. Inicialmente programado para a semana passada, o adiamento serviu para mais conversas com as lideranças, a fim de captar o “sentimento da Casa” sobre a proposta.

O relator já adiantou alguns pontos polêmicos do parecer. Entre eles está a inclusão de um dispositivo para limitar a edição de atos por parte do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que alcancem prerrogativas do Congresso na formulação de normas relacionadas à segurança pública — uma resposta direta ao que deputados consideram “ativismo” do órgão.

Outra alteração significativa atinge a proposta de criação do Conselho Nacional de Segurança Pública (CNSP), colegiado do Ministério da Justiça que reúne autoridades e instituições da sociedade civil para formular políticas públicas de prevenção e repressão ao crime. No parecer de Mendonça Filho, o conselho deixará de ser deliberativo e passará a ser apenas consultivo — esvaziando seu poder de decisão.

Piso salarial para funcionários da educação

Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), há expectativa de apresentação do parecer do deputado Danilo Forte (União-CE) para o Projeto de Lei (PL) 2531/21, que cria o piso salarial nacional para profissionais da educação básica que não são professores. A proposta estabelece o piso desses trabalhadores em 75% do valor pago aos professores.

A medida abrange funcionários como assistentes de administração, secretários escolares, cozinheiras, inspetores de alunos, porteiros e auxiliares de serviços gerais — categorias historicamente invisibilizadas dentro do sistema educacional, mas essenciais para o funcionamento das escolas.

Plano Nacional de Educação e regulação de apps de transporte

Entre as votações nas comissões especiais estão dois projetos de grande impacto. O primeiro é o parecer do deputado Moses Rodrigues (União-CE) ao PL 2614/24, que aprova o Plano Nacional de Educação para o decênio 2024-2034 — documento que define metas e estratégias para a educação brasileira na próxima década.

O segundo é a votação do relatório do deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) sobre o PLP 152/25, que regula os serviços de aplicativos de transporte remunerado privado individual de passageiros e de coleta e entrega de bens.

Entre outros pontos, a proposta regulamenta a jornada mínima de trabalho, o tempo mínimo conectado ao aplicativo ou plataforma digital, a disponibilidade mínima obrigatória, além da necessidade de celebração de contrato escrito que regule a relação de trabalho entre os motoristas e entregadores de aplicativo e as plataformas — temas que há anos geram conflitos entre trabalhadores, empresas e órgãos reguladores.

Escândalo do Banco Master mobiliza comissões

Outro ponto de destaque é a discussão do escândalo do Banco Master. O presidente do banco, Daniel Bueno Vorcaro, foi preso e depois liberado, acusado de fraude em operações no mercado financeiro que podem somar R$ 12 bilhões, segundo a Polícia Federal (PF).

Na terça-feira (9), está marcada audiência conjunta das comissões de Finanças e Tributação e de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família para debater o escândalo e sua relação com a Rioprevidência. Devem participar dirigentes da instituição, deputados estaduais, vereadores, representantes do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, além de representantes do Banco Central (BC) e do Ministério da Fazenda.

No mesmo dia, a Comissão de Defesa do Consumidor vai debater as consequências da liquidação extrajudicial do Banco Master. Há previsão da presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; do presidente do Banco de Brasília (BRB), Celso Eloi Cavalhero; além de representantes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e do próprio Banco Master.

Conselho de Ética em ação

Ainda na terça-feira, está prevista reunião do Conselho de Ética para ouvir testemunhas da representação contra os deputados Marcos Pollon (PL-RS), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). Na pauta também está a votação do relatório do deputado Fernando Rodolfo (PL-PE) no processo movido pelo partido Novo contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

Na quinta-feira (10), continuam as oitivas de testemunhas do processo contra o deputado Marcos Pollon.

Senado: marco temporal indígena e reação ao STF

No Senado, a expectativa gira em torno da discussão e possível votação da polêmica PEC 48/23, que altera o parágrafo 1º do artigo 231 da Constituição Federal para estabelecer como marco temporal para o reconhecimento da ocupação tradicional indígena a data de promulgação da Constituição: 5 de outubro de 1988.

O relator do texto na CCJ do Senado, Esperidião Amin (Progressistas-SC), apresentou parecer favorável à alteração. A votação da proposta foi anunciada na quarta-feira passada (3) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), como uma reação à decisão monocrática do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que estabeleceu que apenas o chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR) está apto a denunciar ministros da Corte ao Senado por crimes de responsabilidade.

A matéria é alvo de julgamento no STF, marcado para iniciar no dia 5 de dezembro, com Mendes como relator — uma queda de braço institucional que promete tensão entre Poderes.

Acúmulo de cargos para professores e retroativos da pandemia

Também está prevista a discussão da PEC 169/19, que altera o artigo 7º da Constituição para permitir a acumulação remunerada do cargo de professor com outro de qualquer natureza. A proposta tem parecer favorável do relator na CCJ, Zequinha Marinho (Podemos-PA).

Outra votação de destaque é a da urgência para a análise do PLP 143/20, que altera a Lei Complementar 173/20 para prever a autorização de pagamentos retroativos de anuênio, triênio, quinquênio, sexta-parte, licença-prêmio e demais mecanismos equivalentes a servidores públicos de entes federativos que decretaram estado de calamidade pública durante a pandemia de covid-19.

CPI do Crime Organizado ouve Lewandowski

Na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o crime organizado, está previsto o depoimento do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Ele vai falar sobre as iniciativas do governo para enfrentar o problema — um tema cada vez mais premente diante da escalada da violência e do poder das facções criminosas no país.

Marina Silva fala sobre espécies invasoras

Na quarta-feira (10), está prevista a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) para prestar informações sobre a minuta de resolução da Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio), que propõe a publicação das listas nacionais de espécies exóticas invasoras. A ministra, entretanto, ainda não confirmou a presença.

O colegiado também se reúne no mesmo dia para deliberação do relatório do senador Jaime Bagattoli (PL-RO) de avaliação do Programa Nacional de Reforma Agrária e da Política Nacional da Reforma Agrária (PNRA).

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.