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Curso de IA abre 5 mil vagas para mulheres empreendedoras

Publicado em

Reportagem:
Paulo Andrade

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50 empreendedoras poderão receber R$ 1 mil cada para colocar em prática os projetos desenvolvidos durante a formação

Mulheres que já têm um negócio podem se inscrever em uma capacitação gratuita de inteligência artificial voltada à gestão de pequenos empreendimentos. O programa nacional oferece 5 mil vagas, com pelo menos metade destinada a mulheres negras, e combina aulas ao vivo, mentorias e aplicação prática da tecnologia. Ao final da jornada, 50 empreendedoras poderão receber R$ 1 mil cada para colocar em prática os projetos desenvolvidos durante a formação.

O projeto Impacto Feminino – Inteligência Artificial para Pequenos Negócios Liderados por Mulheres é realizado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME) em parceria com o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP). A formação é inteiramente online e tem abrangência nacional.

Quem pode participar

A seleção é dirigida a mulheres empreendedoras com 25 anos ou mais, das classes C e D, que já tenham um negócio. O empreendimento pode estar formalizado ou ainda funcionar sem CNPJ nesta primeira etapa do programa.

O projeto prevê 5 mil mulheres capacitadas e certificadas. Entre os critérios divulgados pelo IRME estão disponibilidade para acompanhar pelo menos 75% da programação e familiaridade básica com ferramentas digitais utilizadas em encontros virtuais. Mulheres negras e moradoras de áreas periféricas estão entre os públicos priorizados.

As interessadas podem preencher o formulário oficial de inscrição. O próprio formulário informa que a leitura do edital e da nota de abertura é obrigatória antes do envio da candidatura.

O prazo final indicado atualmente é 20 de outubro de 2026. O formulário também alerta que, por se tratar de uma formação com atividades ao vivo pela internet, é necessário ter acesso à rede e disponibilidade para acompanhar a programação.

Curso ensina a usar IA no cotidiano do negócio

A formação reúne 10 aulas ao vivo e dez mentorias coletivas, totalizando 20 horas. Segundo o Ministério do Empreendedorismo, o início da capacitação está previsto para 1º de setembro.

A proposta não é ensinar inteligência artificial apenas como conceito tecnológico. O conteúdo foi organizado para mostrar como essas ferramentas podem entrar na rotina de um pequeno negócio.

A programação aborda IA aplicada a gestão, planejamento, marketing, vendas, atendimento ao cliente, análise de dados, produtividade e inovação. As mentorias são destinadas a tirar dúvidas e ajudar cada participante a adaptar o conteúdo à realidade do próprio empreendimento.

Entre os temas detalhados pelo IRME estão cultura digital, uso de ferramentas de IA, planejamento estratégico, personalização para vendas, ética, marketing digital e desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Quem concluir a jornada também poderá receber certificado pela plataforma de cursos da Rede Mulher Empreendedora.

Capital semente terá uma seleção própria

A possibilidade de apoio financeiro é uma segunda etapa do programa e não significa que todas as 5 mil participantes receberão dinheiro.

Segundo o IRME, serão selecionadas 50 empreendedoras, com apoio de R$ 1 mil para cada uma, destinado à implementação dos planos desenvolvidos durante a capacitação.

Para concorrer, será necessário ter concluído pelo menos 75% da formação, participar ativamente das mentorias e apresentar um plano de ação aprovado. Nessa fase, diferentemente da entrada no curso, o negócio deverá possuir CNPJ ativo, com a empreendedora como titular, sócia ou representante legal.

A seleção do capital semente terá edital próprio. O cronograma público do IRME prevê publicação desse edital em 27 de outubro, inscrições para o apoio financeiro até 12 de novembro, divulgação dos resultados em 17 de novembro e repasse no fim daquele mês.

Essa diferença é importante para evitar uma interpretação equivocada: mulheres sem CNPJ podem participar da capacitação, mas precisarão atender à exigência de formalização estabelecida para disputar o recurso financeiro.

Inscrições seguem abertas mesmo após início da formação

Há uma particularidade no calendário. O Ministério informa início da formação em 1º de setembro, enquanto o formulário oficial estabelece 20 de outubro como prazo final de inscrição.

Os materiais públicos consultados confirmam as duas datas, mas não detalham, nas páginas abertas examinadas, como será operacionalizada a entrada de mulheres que se inscreverem depois do início da programação. Por isso, candidatas interessadas em acompanhar toda a jornada devem consultar o edital e as orientações oficiais antes de concluir a inscrição.

Planejar, vender, atender clientes, produzir conteúdo e organizar informações

O principal valor do programa está na combinação de acesso à tecnologia e aplicação concreta em pequenos negócios. Em vez de apresentar inteligência artificial como uma ferramenta restrita a empresas de tecnologia ou profissionais especializados, a capacitação parte de tarefas comuns a quem empreende: planejar, vender, atender clientes, produzir conteúdo e organizar informações.

A reserva de pelo menos metade das vagas para mulheres negras e a priorização de empreendedoras de áreas periféricas também definem quem o programa pretende alcançar. Não se trata apenas de ensinar uma tecnologia emergente, mas de reduzir barreiras de acesso a ferramentas capazes de alterar produtividade e gestão de negócios de menor porte.

O capital semente tem escala bem mais limitada — são 50 apoios diante de 5 mil vagas — e exige uma seleção adicional. Para a maioria das participantes, portanto, o benefício direto será a própria formação. Para as selecionadas na etapa seguinte, o curso também pode se converter em um pequeno recurso financeiro para testar na prática o plano construído ao longo da jornada.

Fontes e Documentos:

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