back to top
24 C
Brasilia
sábado, 7 março 2026, 11:47:12
Publicidade
Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoMeio ambienteGoverno lança painel que revela R$ 782 bilhões em gastos climáticos desde...

Governo lança painel que revela R$ 782 bilhões em gastos climáticos desde 2010

Publicado em:

Repórter: Paulo Andrade

Notícias relacionadas

Estudo liga El Niño a variações na pesca do Atlântico

Um estudo publicado nesta quinta-feira (18) na revista Nature...

Nova perereca Ololygon paracatu é descrita no Cerrado

Ololygon paracatu é a nova perereca descrita no Cerrado de Paracatu MG com ocorrência restrita e alerta para conservação de riachos. © ZOOTAXA

Verão começa com previsão de chuvas acima da média no país

O verão no Hemisfério Sul começa neste domingo (21)...

Araras voltam ao Rio após extinção no estado

As araras Rio Janeiro retornaram ao céu da capital...

Cantareira segue em faixa de restrição no início de 2026

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)...
Publicidade

A população passou a ter, a partir desta terça-feira (9), acesso a um panorama detalhado dos gastos climáticos do governo federal entre 2010 e 2023. O Painel Gastos Climáticos, plataforma interativa recém-lançada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) em parceria com o BID, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e o Ministério da Fazenda, consolida pela primeira vez informações históricas sobre três grandes áreas: mudança do clima, biodiversidade e gestão de riscos e desastres.

O novo sistema só foi possível após a criação de uma metodologia padronizada, construída por diversas pastas e órgãos técnicos, que permite identificar e monitorar de forma uniforme os investimentos federais nessas agendas. Entre 2010 e 2023, o Governo Central destinou R$ 782 bilhões aos três eixos:
R$ 421 bilhões para ações climáticas;
R$ 250 bilhões para biodiversidade;
R$ 111 bilhões para gestão de riscos e desastres.

O MPO afirma que a ausência de um painel unificado dificultava o monitoramento e a avaliação das políticas públicas, especialmente as ligadas ao Plano Clima e ao Plano de Transformação Ecológica. Agora, a expectativa é que a ferramenta facilite a comparação, revele distorções e contribua para decisões mais alinhadas às metas nacionais de mitigação e adaptação.

Dois períodos distintos e mudanças de prioridade

O relatório revela que os investimentos climáticos tiveram dois momentos bem marcados. Até 2015, os gastos eram maiores; depois disso, houve queda expressiva. O Planejamento atribui essa redução ao aperto fiscal, à implementação do teto de gastos e à interrupção do PAC entre 2020 e 2022. A expansão das emendas parlamentares, com menos de 5% destinadas ao clima, também contribuiu para a retração.

Além da diminuição no volume, o foco do gasto mudou. As despesas com adaptação e gerenciamento de riscos passaram de 24% em 2010 para quase 70% em 2023. Isso indica que o dinheiro vem sendo direcionado cada vez mais para respostas emergenciais a eventos climáticos extremos já em andamento.

No eixo da biodiversidade, os dados mostram um paradoxo: os gastos com impacto negativo superam os positivos. Projetos como hidrelétricas, que reduzem emissões, também causam perdas ambientais significativas. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, é necessário analisar cada ação pelas lentes da mitigação e dos impactos que ela gera.

Em gestão de desastres, os gastos cresceram com a intensificação dos eventos extremos. A maior parte dos recursos vai para redução de riscos, enquanto áreas como governança e análise de riscos seguem subfinanciadas. O volume crescente de despesas com seguros rurais, especialmente o Proagro, também pressiona o orçamento, já que o programa cobre agricultores afetados por seca, geada, granizo e outros eventos agravados pelas mudanças climáticas.

Ferramenta poderá ser usada por estados e municípios

O sistema levou quase dois anos para ser desenvolvido. A construção contou com a participação de órgãos técnicos e entidades da sociedade civil, como o Observatório do Clima e o WRI Brasil. A metodologia foi desenhada para ser replicável por estados, municípios e até outros países que desejem estruturar seus próprios sistemas de monitoramento.

O painel e o relatório integral estão disponíveis no site do Ministério do Planejamento e Orçamento e permitem explorar as despesas de forma detalhada, incluindo séries históricas, classificações por impacto e comparações entre períodos. A pasta também divulgou um tutorial em vídeo para orientar o acesso à ferramenta.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.