back to top
24 C
Brasilia
segunda-feira, 9 março 2026, 18:00:33
Publicidade
Publicidade
InícioBrasilGuia combate intolerância religiosa contra povos de matriz africana

Guia combate intolerância religiosa contra povos de matriz africana

Publicado em:

Repórter: Paulo Andrade

Notícias relacionadas

Receita apreende R$ 69 mi e 800 kg de drogas no país

Receita apreende R$ 69,1 mi em ação nacional e retém 800 kg de drogas. Operações ocorreram em 37 localidades. © Receita Federal/divulgação

Leilão dos Correios: 61 mil objetos serão colocados à venda no dia 27 de setembro

Os Correios vão leiloar, na segunda-feira, 27 de setembro,...

Facebook vai emitir alerta para quem compartilhar notícia velha

O Facebook anunciou mais uma de suas iniciativas para...

PIX bate recorde e supera 100 milhões de transações em um único dia

Sistema de transferências instantâneas do Banco Central (BC), o...

Brasil busca Europa para minerais críticos

Brasil tenta atrair Europa para explorar minerais críticos com transferência de tecnologia e mais valor agregado no país. © Portal Gov.br/Reprodução
Publicidade

Um guia com mais de 100 páginas promete fortalecer o combate à discriminação racial e à intolerância religiosa contra povos de matriz africana e afro-brasileira, com atenção especial ao Distrito Federal. A publicação é iniciativa da Secretaria de Combate ao Racismo e às Discriminações, em parceria com a Comissão da Verdade da Escravidão Negra do Sindicato dos Bancários de Brasília, e será lançada nesta quarta-feira (21), no Teatro dos Bancários, em Brasília.

A data não é casual: o lançamento ocorre no Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, em homenagem à Iyalorixá Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum, na Bahia, vítima de intolerância por praticar religião de matriz africana. O evento contará com a presença de representantes de diversos terreiros da região.

Crescimento das violações preocupa

Apesar de a Constituição Federal assegurar a liberdade de consciência e de crença, o país registrou 4.424 violações à liberdade religiosa em 2025, segundo o Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). O número representa alta de 14% em relação a 2024, quando foram contabilizados 3.853 casos.

Os dados expõem um cenário que contrasta com o texto constitucional e reforçam a necessidade de instrumentos que ampliem o acesso à informação e ao exercício de direitos.

Direitos assegurados e memória cultural

Intitulada Guia de Direitos dos Povos de Matriz Africana e Afro-Brasileira, a publicação aborda os direitos garantidos no ordenamento jurídico brasileiro, como a liberdade de crença, o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional. O material destaca o dever do Estado de valorizar e difundir manifestações culturais, com ênfase nas culturas afro-brasileiras, indígenas e populares.

O guia também trata do reconhecimento dos efeitos civis do casamento religioso e lembra que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira no currículo escolar.

Outro eixo central é o direito à memória e à preservação do patrimônio material e imaterial, que inclui formas de expressão, modos de criar e viver, obras, documentos, edificações, espaços culturais e sítios de valor histórico, artístico e simbólico.

Informação como ferramenta de defesa

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo, o combate à intolerância religiosa segue como um dos grandes desafios do país. “Mesmo com o Dia Nacional instituído desde 2007, as violações continuam. Publicamos o guia para apresentar direitos a uma população vulnerabilizada pelo racismo, para que possa se defender adequadamente”, afirmou.

Segundo Araújo, muitos terreiros enfrentam dificuldades por falta de orientação sobre como agir diante de violações. “O acesso à informação é fundamental para o empoderamento e a defesa de direitos garantidos constitucionalmente”, ressaltou.

Como denunciar intolerância religiosa

A intolerância religiosa é crime, equiparado ao racismo, sendo inafiançável e imprescritível, com pena de 1 a 3 anos de reclusão e multa. Se praticado por meio de comunicação social ou publicação, a pena sobe para 2 a 5 anos.

As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 (Disque Direitos Humanos), que também oferece atendimento em Libras. Há ainda atendimento via WhatsApp pelo número (61) 99611-0100 e pelo Telegram, buscando por DireitosHumanosBrasil. Também é possível procurar uma delegacia comum ou especializada, como a Decradi, ou registrar denúncia no portal da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.