back to top
24 C
Brasilia
sábado, 13 junho 2026, 07:19
Publicidade
Publicidade
InícioBrasilCarnaval: alerta para metanol em bebidas adulteradas

Carnaval: alerta para metanol em bebidas adulteradas

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Jeferson Nunes

Cobertura relacionada

Anvisa libera 1ª semaglutida sintética no Brasil

Semaglutida sintética Ozivy é aprovada pela Anvisa para diabetes tipo 2, mas venda ainda depende de preço.

Paciente com suspeita de ebola em SP tem meningite confirmada

SP confirma meningite meningocócica em paciente inicialmente classificado como suspeito de ebola e mantém protocolos de isolamento e investigação específica.

Saúde reajusta hemodiálise e amplia rede no SUS

Ministério da Saúde reajusta em 15% os repasses da hemodiálise no SUS e amplia a rede de terapia renal substitutiva. © Rovena Rosa/Agência Brasil

Diabetes afeta saúde emocional de 70% no Brasil

Diabetes afeta saúde emocional de 70% dos brasileiros e amplia debate sobre sensores, IA e acesso ao tratamento.

Vacina chega a aldeias por rios e helicópteros

Vacinação indígena chega a aldeias do Alto Rio Purus por rios, barcos e helicópteros, com logística e respeito cultural.

Julho Neon reforça saúde bucal no SUS

Julho Neon passa a marcar campanhas de saúde bucal no SUS, com foco em prevenção e acesso odontológico. Entenda.
Publicidade

Estados reforçam fiscalização e orientam folião contra metanol

O consumo de bebidas alcoólicas adulteradas voltou ao centro dos alertas neste início de Carnaval. Segundo o Ministério da Saúde, 2025 terminou com 76 casos confirmados de intoxicação por metanol associados a bebidas alcoólicas, além de 29 ocorrências em investigação. No mesmo período, houve 25 óbitos confirmados e oito mortes ainda sob investigação. Em 2026, até 3 de fevereiro, foram sete casos confirmados e 13 em investigação.

A estratégia anunciada por estados e órgãos de defesa do consumidor combina fiscalização em pontos de venda e orientação direta ao público: a meta é reduzir exposição do folião a produtos sem origem rastreável, especialmente destilados vendidos fora de canais regulares.

São Paulo concentra a maior parte dos casos confirmados

O estado mais atingido é São Paulo. Balanço atualizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) aponta 52 casos confirmados e 12 mortes. Há ainda quatro óbitos sob investigação, citados em municípios do interior e da Grande São Paulo.

A SES-SP e o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) informaram ações coordenadas com vigilâncias municipais para inspeções em estabelecimentos e comércio ambulante, com foco na origem e procedência das bebidas.

Pernambuco, Bahia, Paraná e Mato Grosso relatam casos e medidas

Além de São Paulo, outros estados que registraram episódios recentes reforçaram avisos e operações:
Em Pernambuco, foram confirmados oito casos, incluindo cinco óbitos em outubro e novembro de 2025, com recomendação de evitar misturas prontas e destilados de preço muito abaixo do mercado.
Na Bahia, autoridades estaduais relataram nove casos confirmados e três óbitos, além de reforço de estoques do antídoto para tratamento, caso necessário.
No Paraná, o estado informou encerramento de sala de situação após período de monitoramento, com seis casos confirmados e três mortes no recorte citado.
No Mato Grosso, a secretaria estadual informou intensificação de vigilância e fiscalização, com seis ocorrências confirmadas e quatro óbitos no fim de 2025, segundo os dados reportados.

Rio de Janeiro usa laboratório itinerante para testar bebidas

Mesmo sem registro de casos e mortes por metanol no recorte citado, o Rio de Janeiro adotou uma resposta de defesa do consumidor: Sedcon e Procon-RJ levaram um laboratório itinerante a blocos e ao Sambódromo para testar bebidas com indícios de falsificação. Em ações de fiscalização no fim de semana anterior, houve apreensão de cerca de 26 litros de bebidas adulteradas, segundo a comunicação divulgada sobre a operação.

Metanol: por que é mais perigoso do que “ressaca forte”

O metanol é um álcool tóxico. Em intoxicações, o risco aumenta porque os sinais podem surgir de forma progressiva e serem confundidos com mal-estar pós-álcool, o que atrasa a busca por atendimento. A orientação das autoridades sanitárias é não “apostar” que passa sozinho quando houver sinais incompatíveis com a quantidade consumida.

Sintomas que exigem atenção imediata

Os alertas listados por autoridades e especialistas incluem, nas primeiras horas após a ingestão, quadro como dor abdominal intensa, tontura, náuseas, vômitos, dor de cabeça e confusão mental. Em seguida (entre 6h e 24h), podem aparecer alterações visuais (visão turva/embaçada), fotofobia, convulsões e sinais de gravidade como acidose metabólica.

Como reduzir o risco ao comprar e consumir

As recomendações recorrentes nos comunicados estaduais seguem uma lógica simples de rastreabilidade:
Compre apenas de estabelecimentos regularizados e vendedores credenciados quando houver.
Prefira bebidas com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal quando aplicável.
Desconfie de preço muito abaixo do mercado e de misturas prontas em recipientes improvisados (como garrafas PET), quando não houver procedência clara.
Se houver sintomas, procure atendimento e relate suspeita de bebida de origem duvidosa; quando possível, leve a embalagem ou uma amostra para auxiliar a investigação.

Leia também:
Detran-DF fecha vias no DF para o carnaval
Vai de Graça: ônibus e metrô grátis no DF até terça
Carnaval com chuva: alertas do Inmet e calor no país

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.