Publicidade
InícioBrasíliaSaúde DFMosquitos com bactéria 'do bem' são liberados no DF e em Goiás

Mosquitos com bactéria ‘do bem’ são liberados no DF e em Goiás

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Jeferson Nunes

Cobertura relacionada

Volta às aulas leva famílias a revisar vacinas no DF

Com a volta às aulas, a vacinação no DF ganha reforço: famílias podem revisar a caderneta e completar doses atrasadas. Saiba como fazer.

DF terá vacinação em 20 regiões neste sábado

Vacinação DF terá atendimento em 20 regiões neste sábado. Veja quem pode receber doses e quais documentos levar.

Policlínica de Taguatinga amplia tratamento de alergias

Policlínica de Taguatinga amplia prick test e imunoterapia para pacientes com alergias da Região Sudoeste encaminhados pelas UBSs.

Cirurgias no DF crescem 49% com o OperaDF

Cirurgias no DF crescem 49% em sete meses e chegam a 35 mil. Entenda como funciona o OperaDF e o que os números revelam sobre as filas.

Vacina da dengue no DF segue abaixo da meta em 10 a 14 anos

No DF, a vacinação contra dengue em 10 a 14 anos segue abaixo da meta: aos 10, 41,9% tomaram 1ª dose e 16% completaram 2 doses. Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

Carteira do autismo no DF reforça acesso a direitos

Ciptea DF facilita acesso a direitos, atendimento prioritário e serviços para pessoas com TEA. Veja como solicitar online. Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
Publicidade

Uma equipe de agentes da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) iniciou nesta quarta-feira (24) a liberação de mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia para combater a dengue, zika e chikungunya. Conhecidos como wolbitos, esses mosquitos foram soltos em dez regiões administrativas do Distrito Federal e em dois municípios de Goiás.

A operação envolveu a equipe da fábrica dos wolbitos, no Guará, que levou os insetos para as regiões de Planaltina, Brazlândia, São Sebastião, Fercal, Estrutural, Varjão, Arapoanga, Paranoá e Itapoã, além de Luziânia e Valparaíso, em Goiás.

Como funciona o método Wolbachia

A Wolbachia é uma bactéria natural e segura para humanos e o meio ambiente. Ela impede que o mosquito transmita os vírus da dengue, zika e chikungunya.

O método consiste em liberar os wolbitos — tanto machos quanto fêmeas — na natureza para que se reproduzam com os mosquitos selvagens. Quando os wolbitos com a bactéria Wolbachia se acasalam com mosquitos sem a bactéria, a prole já nasce com a Wolbachia, tornando-se incapaz de transmitir as doenças. Quando um macho com Wolbachia acasala com uma fêmea selvagem, os ovos não dão origem a novos mosquitos.

Segundo Anderson Leocadio, chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico da SES-DF, a operação foi cuidadosamente planejada para garantir uma cobertura total nas áreas. “É uma ferramenta inovadora de proteção à população”, explicou.

Monitoramento e bons resultados

O método já mostrou resultados positivos em outras cidades, como Niterói (RJ), onde a incidência de dengue foi reduzida em mais de 80%. No DF, após a fase de soltura, a SES-DF fará o monitoramento e a análise epidemiológica para avaliar os resultados.

É importante ressaltar que a liberação dos wolbitos é um método complementar. A população deve continuar com as medidas tradicionais de combate às arboviroses, como eliminar água parada, usar repelentes e manter os quintais limpos.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.