Publicidade
InícioBrasíliaSaúde DFPoliomielite: queda na vacinação liga sinal de alerta no Distrito Federal

Poliomielite: queda na vacinação liga sinal de alerta no Distrito Federal

Publicado em

Cobertura relacionada

Hospital de Base aos 66 anos, porta da alta complexidade

Hospital de Base completa 66 anos como peça central da alta complexidade no DF, reunindo atendimento, ensino e memória pública.

Procedimento estético invasivo em salão pode virar risco à saúde

Estética segura depende de licença sanitária, profissional habilitado e produto regularizado. Veja riscos em salões de beleza.

Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais

Vacinas especiais ganham rede oficial no DF, com solicitação pela UBS, avaliação técnica e aplicação próxima ao usuário.

Vacinação contra pneumococo em crianças e grupos prioritários

Vacinação contra pneumococo no DF depende de idade, histórico vacinal e condições de saúde, com transição para a VPC20.

Prontuários e exames no DF exigem autorização e documentos

Entenda quem pode solicitar exames, laudos e prontuários no HBDF, HRSM e UPAs do DF e quais documentos são exigidos.

Festa do Morango terá vacinação neste sábado (05/09)

Vacinação será oferecida na Festa do Morango, em Brazlândia, e em outros pontos do DF neste sábado.
Publicidade

O Distrito Federal não registra casos de poliomielite desde 1987, mas o anúncio da identificação da doença em Israel e no Malaui reforça a importância da vacinação, que está em queda em Brasília. Em dez anos, entre 2011 e 2020, caiu de 95,9% para 82,3% o índice de crianças brasilienses que receberam as três doses da vacina no primeiro ano de vida.

“Se as coberturas vacinais não forem adequadas, é sempre possível que novos casos surjam, uma vez que a doença ainda circula ativamente em alguns países do mundo, como Afeganistão e Paquistão”, ressalta a enfermeira Fernanda Ledes, da área técnica de imunização da Secretaria de Saúde (SES).

A profissional lembra que a poliomielite é uma doença que está eliminada, mas não extinta nas Américas. Entretanto, isso só foi possível devido às altas coberturas vacinais. “A vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite. Todas as crianças menores de cinco anos devem ser imunizadas, conforme esquema de vacinação de rotina. Temos doses em todas as salas de vacina de rotina”, explica.

Esquema vacinal

Desde 2016, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável (VIP), aos dois, quatro e seis meses. Mais duas doses de reforço, com a vacina oral bivalente (VOP), são ministradas aos 15 meses e aos 4 anos. Os imunizantes também são disponibilizados para crianças até 4 anos, 11 meses e 29 dias ainda não vacinadas.

Doença

A poliomielite, também chamada de paralisia infantil, ocorre com maior frequência em crianças menores de quatro anos, mas também pode acometer adultos. A enfermidade é causada pelo poliovírus. A contaminação ocorre pela boca, e o vírus se instala no intestino humano.

O período de incubação varia de dois a 30 dias – em geral, vai de sete a 12 dias. A maior parte das infecções pelo poliovírus apresenta poucos sintomas ou nenhum.

O diagnóstico de poliomielite se dá somente na forma paralítica da doença, cerca de 1% dos casos. Em geral, a paralisia se manifesta nos membros inferiores de forma assimétrica, ou seja, ocorre apenas em um dos membros. As principais características são a perda da força muscular e dos reflexos, com manutenção da sensibilidade no membro atingido.

“Não há tratamento específico para a poliomielite. Todos os casos devem ser hospitalizados e oferecido tratamento de suporte, de acordo com o quadro clínico do paciente”, informa Fernanda Ledes.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.