Publicidade
InícioBrasil62 comunidades quilombolas recebem certidões de autodefinição e ganham acesso a políticas...

62 comunidades quilombolas recebem certidões de autodefinição e ganham acesso a políticas públicas

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Paulo Andrade

Cobertura relacionada

Cuidado é assunto de Estado

Guia de políticas de cuidado reúne orientações para quem cuida e explica direitos previstos na Política Nacional de Cuidados.

Anvisa aprova Datroway para câncer de pulmão avançado

Datroway é aprovado para adultos com câncer de pulmão avançado e mutação EGFR após tratamentos prévios. Veja os critérios de uso no país.

Consulta sobre cursos técnicos termina nesta quarta

MEC recebe até esta quarta contribuições para atualizar 197 cursos técnicos em 13 eixos do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos.

Estados dão força ao PL no primeiro turno

PL elegeu cinco governadores no primeiro turno; PSD fez quatro, PT e Republicanos conquistaram três cada.

Lista suja inclui 82 empregadores e 553 trabalhadores resgatados

Atualização da lista suja inclui 82 empregadores e reúne casos de trabalho análogo à escravidão em 21 unidades da Federação.

Tabagismo é 76% maior entre homossexuais e bissexuais

Uso de tabaco é 76% maior entre homossexuais e bissexuais. Estudo expõe desigualdade, falhas nos dados e desafios do SUS. Entenda.
Publicidade

Mais de 700 famílias quilombolas dos municípios de São Benedito do Rio Preto e Nina Rodrigues, no Maranhão, receberam, nesta quinta-feira (5), certidões de autodefinição da Fundação Cultural Palmares (FCP), em parceria com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).

A cerimônia, realizada em São Luís, formalizou o reconhecimento de 62 comunidades tradicionais, entre elas Guarimã e Babaçual dos Pretos. Com o documento, as comunidades passam a ter acesso direto a políticas públicas específicas, como assistência técnica, apoio jurídico e programas de segurança alimentar.

Reconhecimento que gera pertencimento e proteção

A certidão de autodefinição vai além do valor simbólico. É um instrumento que garante visibilidade institucional e fortalece a luta histórica das comunidades quilombolas por dignidade, território e inclusão.

Para Loroana Santana, diretora técnica da Anater, o reconhecimento é fruto de um trabalho que une valorização cultural e políticas públicas:

“A assistência técnica despertou o interesse das comunidades e fortaleceu o diálogo com o Estado. Agora, com a certificação, elas deixam de ser invisíveis e passam a contar com suporte técnico para fortalecer sua segurança alimentar”, afirmou.

Justiça histórica em forma de documento

Segundo João Jorge Rodrigues, presidente da Fundação Palmares, a entrega das certidões representa um passo importante na reparação histórica ao povo negro no Brasil.

“A certificação não é só burocracia. É o reconhecimento da resistência, da cultura e da relação profunda dessas comunidades com sua terra. O Estado reconhece — ainda que tardiamente — essa história de luta e liberdade”, declarou.

Rodrigues destacou ainda que o documento funciona como barreira contra violações comuns a essas comunidades, como grilagem, desmatamento e violência. Ele reforçou o compromisso da Fundação com a defesa de direitos e com a construção de uma justiça mais equitativa para os povos tradicionais.

Cidadania com raízes profundas

O avanço no reconhecimento de comunidades quilombolas no Maranhão é um marco para a cidadania e a justiça social. Ao garantir acesso a políticas públicas e proteção institucional, o Estado dá um passo importante rumo à valorização da diversidade e ao combate à desigualdade.

Mais do que papéis assinados, as certidões entregues são símbolos de pertencimento, memória e dignidade.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.