Vítima era de Mauá; governo ainda investiga quatro óbitos
O governo de São Paulo confirmou na noite de quarta-feira (4 de fevereiro de 2026) a morte de um homem de 26 anos, morador de Mauá, por intoxicação após consumo de bebida alcoólica contaminada com metanol. Com isso, o estado chega à 12ª morte ligada ao mesmo problema e contabiliza 52 casos confirmados de intoxicação por metanol, segundo boletim da Secretaria de Saúde.
O caso expõe, de novo, a face mais cruel da bebida clandestina: não é “risco calculado”, é roleta-russa empacotada.
Mortes confirmadas e cidades com registros
De acordo com o balanço estadual divulgado na mesma atualização, os óbitos confirmados estão distribuídos assim: São Paulo (capital), São Bernardo do Campo, Osasco, Jundiaí, Sorocaba e Mauá.
O governo paulista informou ainda que quatro mortes seguem em investigação, com ocorrências registradas em Guariba, São José dos Campos e Cajamar (duas).
Problema se espalhou e motivou resposta federal
O surto de casos foi associado, em 2025, à circulação de bebidas sem procedência confiável e a operações para apreensão de produtos adulterados e identificação de responsáveis.
Diante da gravidade, o Ministério da Saúde chegou a instalar, em outubro de 2025, uma Sala de Situação para monitorar e coordenar a resposta. Mais tarde, com a redução de novos casos, a pasta informou o encerramento dessa sala, formalizado por portaria em dezembro de 2025.
Alerta ao consumidor
A orientação de saúde pública é simples: evite bebidas clandestinas ou sem procedência e desconfie de produtos vendidos fora dos canais regulares. Em caso de suspeita de intoxicação, a recomendação é buscar atendimento imediato e comunicar a vigilância local.
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