Entre sons de ferramentas, movimento de trabalhadores e corredores ganhando forma, a nova Unidade Básica de Saúde (UBS) do Incra 8, em Brazlândia, avança para a última etapa.
A conclusão da obra está prevista para o fim de março, e a expectativa da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) é que a unidade amplie o acesso à atenção primária para cerca de 10 mil usuários da região, com consultórios, farmácia e salas de vacinação e curativos. O investimento informado é de aproximadamente R$ 11 milhões, e a execução ocorre em parceria com a Novacap, com a Civil Engenharia como empresa responsável pela obra.
Obra entra na fase de acabamento
Segundo a SES-DF, os trabalhos atuais estão concentrados em pintura, instalação de portas e janelas e preparação para a instalação de aparelhos de ar-condicionado. Além disso, na parte externa, já começaram a execução de calçadas e o plantio de gramado, indicando que o canteiro entrou na etapa típica de finalização.
A SES-DF também afirma que a obra começou em abril de 2025, o que coloca o cronograma em aproximadamente um ano entre início e término previsto, período compatível com empreendimentos públicos de porte semelhante quando não há interrupções relevantes.
Estrutura modular e possibilidade de expansão
O projeto arquitetônico, de acordo com o texto da SES-DF, segue diretrizes do Ministério da Saúde e do próprio planejamento da pasta no DF, adotando um padrão modular pensado para permitir ampliações futuras conforme a demanda.
A unidade terá dois módulos interligados por passarelas cobertas. A previsão informada é de quatro equipes de Saúde da Família (eSF) e quatro equipes de odontologia, além de edificações de apoio voltadas à infraestrutura, como central de gases medicinais e reservatórios de água, e áreas técnicas para depósito de resíduos.
O que muda na rede de Brazlândia
A SES-DF diz que a UBS do Incra 8 deve receber, além de moradores de áreas vizinhas, usuários hoje acompanhados nas UBSs 7 e 9 de Brazlândia. Na prática, isso tende a redistribuir demanda, reduzir deslocamentos e facilitar o acompanhamento contínuo de públicos que dependem de rotina de cuidado, como gestantes, crianças, idosos e pacientes com condições crônicas.
Ainda assim, vale separar duas etapas que o discurso oficial costuma juntar: obra concluída não significa, automaticamente, serviço funcionando em plenitude. Para que a unidade opere com atendimento resolutivo, normalmente entram em cena fases posteriores, como instalação de equipamentos, organização de fluxo, lotação de equipes e definição de agenda de serviços.
Declaração oficial e foco do projeto
O diretor regional de Atenção Primária à Saúde da Região Oeste, Vanderson Moreira, afirma que a UBS deve “ampliar o acesso aos serviços de saúde, qualificar o atendimento e fortalecer o vínculo entre as equipes e os moradores”. A fala reforça o objetivo institucional do projeto: aumentar cobertura e proximidade, que são a essência da atenção básica quando ela funciona como porta de entrada e não como fila de encaminhamentos.

