Publicidade
InícioBrasíliaCidades DFEspecialistas reforçam convivência harmoniosa entre homens e felinos

Especialistas reforçam convivência harmoniosa entre homens e felinos

Publicado em

Reportagem:
Paulo Andrade

Cobertura relacionada

DF planta 218 mil árvores e amplia meta até 2027

Arborização DF: Novacap plantou 218 mil árvores desde 2019, amplia contratos para 2026-2027 e mira 200 mil mudas no próximo ciclo. Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Guimarães Rosa já via no Cerrado um personagem ameaçado

Guimarães Rosa percorreu o Cerrado mineiro em 1952 e transformou fauna, flora, águas e ameaças ambientais em literatura.

Novacap registra 21,8 mil ações em manejo de árvores no DF

Como parte das ações permanentes de segurança urbana e...

Hospital da fauna do DF passa de 5 mil atendimentos

Hfaus, hospital da fauna do DF, supera 5 mil animais atendidos em dois anos, com foco em reabilitação e devolução à natureza. Joel Rodrigues/Agência Brasília

Campanha cobra compromisso de candidatos com o Cerrado

Organizações lançam a campanha #VotePeloCerrado para cobrar compromisso público de candidatos com o bioma e seus povos.
Publicidade

Uma cena que poderia causar apreensão se transformou em uma oportunidade de conscientização ambiental no Lago Norte. O avistamento de uma onça-parda com dois filhotes circulando na zona rural da região, uma Área de Proteção Ambiental (APA), motivou um encontro essencial entre técnicos da área de fauna do Instituto Brasília Ambiental e a comunidade local. A mensagem foi clara e tranquilizadora: não há motivo para pânico, e a presença desses majestosos felinos é, na verdade, um indicador da boa qualidade ambiental do local.

A reunião, realizada na noite de quarta-feira (11) na sede da administração regional, buscou desmistificar o comportamento desses animais. Marina Motta, agente de Unidade de Conservação do instituto e líder do Projeto de Monitoramento de Médios e Grandes Mamíferos Silvestres, explicou que o ser humano não faz parte da dieta natural da onça-parda. Pelo contrário, “elas, na realidade, não oferecem nenhum perigo, por terem medo das pessoas. Aprenderam a fugir por vê-las como uma ameaça“, esclareceu, respondendo às preocupações dos moradores. Os animais, vistos especificamente entre as chácaras dos núcleos rurais Córrego do Urubu e Olhos d’Água, considerados corredores ecológicos, estão apenas “de passagem“, utilizando esses espaços como conectores ambientais para unidades de conservação maiores, onde encontram abrigo e condições de vida ideais.

A especialista enfatizou que a aparição de onças-pardas é um sinal positivo para o ecossistema, pois “onças buscam lugares de água limpa, bem-preservados, com bom clima, boa temperatura. Os grandes felinos são muito exigentes”. Mesmo sendo uma possibilidade rara, Marina orientou sobre o comportamento correto caso haja um encontro direto: manter a calma, não dar as costas para o animal e aguardar, pois a tendência é que ele siga seu caminho. Se necessário, o uso de aparelhos sonoros como apitos ou buzinas pode ajudar a afastar o animal. Para animais de criação, a recomendação é mantê-los em locais iluminados próximos à propriedade, ter cães de guarda e usar dispositivos sonoros.

A vice-governadora Celina Leão parabenizou a iniciativa do Brasília Ambiental, destacando o papel do órgão como “orientador, norteador das melhores práticas ambientais para a preservação da fauna do nosso Cerrado”. O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, reforçou que o objetivo do encontro foi tranquilizar a população e garantir a preservação dos felinos, que têm um “papel fundamental para a manutenção do equilíbrio ecológico do nosso bioma“.

O administrador regional do Lago Norte, Marcelo Ferreira, endossou as palavras de Nemer, enfatizando a meta de promover uma convivência harmônica entre pessoas e animais. “Esperamos que, com esses esclarecimentos, não haja agressão, matanças dos animais silvestres. A orientação foi dada para uma maneira de convivência harmônica, já que o Lago Norte é composto por 19 zonas rurais, que são corredores ecológicos, portanto, esse é o caminho que os animais precisam fazer”, ressaltou. O trabalho de conscientização continuará, com um próximo encontro já planejado para abordar a convivência com os saruês, comuns na região.

O Brasília Ambiental segue monitorando a área com câmeras fotográficas e rastreamento de vestígios, mas reforça que essas medidas visam a propiciar condições seguras de mobilidade para os animais, e não sua captura. A presença desses felinos é um testemunho da riqueza natural de Brasília e da importância da preservação de seus corredores ecológicos.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.