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Teste de DNA-HPV para câncer de colo do útero no SUS

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Jeferson Nunes

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Nova tecnologia amplia chances de detecção precoce, reduz mortes e promete beneficiar mais de 7 milhões de mulheres até 2026

O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (15), a incorporação do teste de biologia molecular DNA-HPV ao Sistema Único de Saúde (SUS). O exame é considerado um marco histórico na prevenção do câncer do colo do útero, terceira maior causa de câncer entre mulheres no Brasil, com cerca de 17 mil novos casos por ano.

A tecnologia permite identificar a presença do papilomavírus humano (HPV) — principal agente causador da doença — antes mesmo do surgimento de lesões ou do câncer em estágios iniciais, inclusive em mulheres assintomáticas.

Segundo especialistas, a principal vantagem do novo exame é a detecção precoce, que aumenta significativamente as chances de tratamento e cura.

“Com esse teste, podemos salvar milhares de vidas, pois ele encontra o vírus antes que o câncer apareça. Isso significa menos sofrimento, menos mortes e mais eficiência no cuidado à saúde da mulher”, destacou o Ministério da Saúde.

Mais sensibilidade e menos exames desnecessários

O DNA-HPV é mais preciso que o tradicional papanicolau. Quando o resultado é negativo, o intervalo de rastreamento pode ser ampliado para até cinco anos, reduzindo custos e evitando exames e procedimentos desnecessários.

Outro avanço é a possibilidade de alcance em áreas remotas, levando diagnóstico de alta performance para locais onde há menor oferta de serviços de saúde.

Produzido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (Fiocruz), o teste será inicialmente ofertado em 12 estados e no Distrito Federal: RJ, SP, MG, CE, BA, PA, RO, GO, RS, PR, PE e DF. A meta é expandir gradualmente e, até dezembro de 2026, alcançar todo o país, beneficiando cerca de 7 milhões de mulheres de 25 a 64 anos todos os anos.

Substituição do papanicolau

O novo método vai substituir o papanicolau como exame de rastreamento, mas este seguirá sendo realizado para confirmar casos positivos. A coleta é semelhante: envolve a secreção do colo do útero, mas, em vez de lâminas, o material é enviado em tubos com líquido conservante para análise laboratorial.

Impacto na saúde pública

No Brasil, o câncer do colo do útero provoca, em média, 20 mortes por dia, sendo a principal causa de morte por câncer entre mulheres no Nordeste. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a testagem de HPV como padrão ouro na prevenção e considera sua adoção uma das estratégias centrais para eliminar a doença como problema de saúde pública até 2030.

“Estamos diante de um divisor de águas na saúde feminina. Quanto antes detectamos o HPV, maiores as chances de interromper a evolução da doença e salvar vidas”, ressaltou o Ministério.

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