Publicidade
InícioBrasilCulturaMorre aos 93 anos o cartunista Jaguar, ícone do humor e da...

Morre aos 93 anos o cartunista Jaguar, ícone do humor e da resistência

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Paulo Andrade

Cobertura relacionada

Brasil aciona reciprocidade após tarifa de 25% dos EUA

Tarifa dos EUA de 25% amplia custos para exportadores. Brasil prepara reciprocidade e contestação na OMC. Leia os impactos.

Brasil aciona lei após nova tarifa dos Estados Unidos

Lei de reciprocidade entra em análise após tarifa de 25% dos EUA. Entenda os procedimentos e as possíveis contramedidas.

Lei limita protesto de contas de serviços essenciais

Conta em protesto no DF terá aviso prévio, limites e proteção a consumidores vulneráveis. Veja como a nova lei muda a cobrança em 90 dias.

Concerto gratuito celebra os 190 anos de Carlos Gomes

Carlos Gomes será homenageado com concerto gratuito no Guará. Veja o repertório, os solistas e como acompanhar a apresentação.

Lei torna educação política obrigatória nas escolas

Educação política passa a integrar os currículos da educação básica. Veja o alcance da lei e os pontos que ainda precisam ser definidos.

Eleitorado com deficiência cresce 42,5% em 2026

Eleitor com deficiência bate recorde nas Eleições 2026. Confira os números, os recursos da urna e o prazo para seção acessível.
Publicidade

O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, conhecido como Jaguar, faleceu neste domingo (24), no Rio de Janeiro, aos 93 anos. Ele estava internado no Hospital Copa D’Or devido a uma infecção respiratória que evoluiu para complicações renais. Nos últimos dias, o artista recebeu cuidados paliativos.

Em nota, o hospital expressou solidariedade à família, amigos e fãs pela perda de “uma irreparável referência da cultura brasileira”.

Carreira e legado
Jaguar iniciou sua trajetória em 1952, enquanto trabalhava no Banco do Brasil, publicando seu primeiro desenho na coluna de humor Penúltima Hora, no jornal Última Hora (RJ). Posteriormente, passou a contribuir para a página de humor da revista Manchete. O pseudônimo “Jaguar” foi sugerido pelo amigo Borjalo.

Durante a ditadura militar, criou o personagem Sig, o ratinho mascote do jornal O Pasquim, do qual foi um dos fundadores. Nesse período, Jaguar enfrentou prisões e processos, reforçando seu papel de artista engajado e crítico.

Homenagens
Nas redes sociais, artistas e colegas prestaram tributo ao cartunista. O chargista Arnaldo Angeli Filho destacou que Jaguar foi o “maior” e merecedor de todas as reverências. Laerte Coutinho o chamou de “mestre querido”, enquanto Allan Sieber lembrou da colaboração do veterano na edição de seu livro Assim rasteja a humanidade. Genildo Ronchi reforçou a relevância do legado de Jaguar, e Chico Caruso definiu sua morte como uma perda irreparável para o humor brasileiro.

Jaguar deixa uma obra marcada pela irreverência, crítica social e resistência, consolidando-se como um dos grandes nomes da história do cartum no Brasil.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.