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Sessão de cinema leva estudantes de Brazlândia ao Cine Brasília

Publicado em

Reportagem:
Paulo Andrade

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Trinta estudantes do Centro de Ensino Especial 01 de Brazlândia tiveram uma manhã diferente nesta quarta-feira (3): um cinema só para eles, adaptado, acolhedor e pensado para garantir conforto sensorial. A ação, promovida pela Secretaria de Educação do Distrito Federal em parceria com o Cine Brasília, exibiu o filme O Natal da Patrulha Canina e o curta brasiliense Antes d’Eu Era Nós.

A atividade integra o projeto Territórios Culturais, uma iniciativa que amplia o acesso dos estudantes da rede pública ao patrimônio cultural do DF. Para alunos neurodivergentes, o formato adaptado oferece uma vivência mais respeitosa: luzes suaves, volume reduzido, cadeiras livres e liberdade para circular sem constrangimento. Tudo para que cada participante possa viver o cinema do seu jeito.

A diretora da escola, Edvânia Gomes, destacou que a sessão inclusiva vai além da acessibilidade técnica. “Ela valoriza a diversidade humana em sua forma mais autêntica. Ajustes simples criam um espaço onde cada estudante pode vivenciar a magia do cinema com conforto, segurança e sem medo de julgamento”, afirmou.

A experiência também emocionou as famílias. Adailma Brandão, 59 anos, acompanhou o neto Alef, de 6 anos, e contou que a empolgação começou no trajeto. “Ele vinha batendo palmas, muito feliz. Não fala muito, mas expressou alegria o tempo todo. É um passeio que marca”, disse.

A professora Ilane Nogueira, representante do Territórios Culturais no Cine Brasília, lembrou que o projeto tem ampliado significativamente o acesso de estudantes aos espaços culturais da capital. De acordo com ela, somente no segundo semestre de 2025, mais de três mil alunos participaram das ações no cinema. As atividades também ocorrem em locais como o Memorial dos Povos Indígenas, o Museu da República e o Catetinho.

O assessor da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral, Alex Mendes Vasconcelos, reforçou que a iniciativa traduz o compromisso com a inclusão de forma concreta. Para ele, levar estudantes neurodivergentes ao cinema representa ampliar direitos, quebrar barreiras e permitir que todos vivam plenamente a experiência cultural.

A sessão no Cine Brasília encerrou o dia com sorrisos, entusiasmo e aquela sensação de pertencimento que só o acolhimento verdadeiro proporciona.

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