back to top
24 C
Brasilia
quarta-feira, 21 janeiro 2026, 07:28:53
Publicidade
Publicidade

Cantareira segue em faixa de restrição no início de 2026

Publicado em:

Repórter: Paulo Andrade

Notícias relacionadas

Defesa Civil de SP monta gabinete após mortes por chuvas

A Defesa Civil de São Paulo vai instalar, nesta...

Buscas por duas crianças no Maranhão chegam ao 12º dia

As buscas por duas crianças desaparecidas em um quilombo...

Seca persiste em SP e ameaça abastecimento no primeiro trimestre

A chuva segue abaixo da média histórica em praticamente...

Vacina brasileira contra dengue imunizará profissionais do SUS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou neste domingo...

Morre Raul Jungmann, ex-ministro e presidente do IBRAM

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) informou neste domingo...
Publicidade

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP-Águas) informaram, nesta quarta-feira (31), que o Sistema Cantareira continuará operando na Faixa 4 – Restrição a partir desta quinta-feira (1º de janeiro). A decisão mantém o alerta sobre o abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo.

A Faixa 4 é aplicada quando o volume útil do sistema está entre 20% e 30%. No último dia de 2025, o Cantareira registrou 20,18%, abaixo dos 20,99% observados em 30 de novembro. Apesar de o nível ainda permanecer acima do limite crítico, a tendência de queda preocupa os órgãos reguladores.

Risco de novas restrições

Caso o volume útil caia abaixo de 20%, o sistema entrará na Faixa 5 – Especial, que impõe restrições ainda mais severas à retirada de água. Por isso, ANA e SP-Águas pediram que a Sabesp adote medidas rigorosas de controle da demanda e que a população reduza o consumo.

Em nota conjunta, as agências destacam que a preservação do volume armazenado é essencial para evitar o acesso ao chamado volume morto ou a uma situação de emergência que comprometa o abastecimento.

Limite de retirada mantido

Com a permanência na Faixa 4, a Sabesp poderá continuar retirando até 23 metros cúbicos por segundo (m³/s) do Cantareira em janeiro de 2026, conforme estabelece a Resolução Conjunta nº 925/2017, da ANA e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

Além desse volume, a companhia pode utilizar água da bacia do Rio Paraíba do Sul, represada na Usina Hidrelétrica Jaguari, em São José dos Campos, para reforçar o sistema. Na prática, trata-se de uma transferência de água de um reservatório com maior disponibilidade para outro em situação mais crítica.

Período chuvoso não foi suficiente

Mesmo durante o chamado período úmido, que vai de outubro de 2025 a maio de 2026, o Cantareira não apresentou recuperação em dezembro. Ao contrário, houve redução do volume armazenado, mantendo o alerta aceso para o uso dos recursos hídricos.

Sistema estratégico para milhões

O Sistema Cantareira abastece cerca de metade da população da Grande São Paulo e também atende usos múltiplos da água, com destaque para o abastecimento de Campinas e de municípios das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Formado pelos reservatórios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, o sistema tem volume útil total de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, conta ainda com a interligação entre a represa Jaguari, no Rio Paraíba do Sul, e a Atibainha, ampliando a segurança hídrica da região metropolitana.

Por envolver rios de domínio da União, com nascentes em Minas Gerais, o Cantareira é monitorado diariamente pela ANA e pela SP-Águas, que avaliam níveis, vazões e a adequação das regras operacionais para a gestão do sistema.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.