Publicidade
InícioBrasilEconomiaDiesel recua pela primeira vez após início da guerra

Diesel recua pela primeira vez após início da guerra

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Fabíola Fonseca

Cobertura relacionada

Governo cria subsídio para segurar combustíveis

Combustíveis terão subvenção federal para segurar alta da gasolina e do diesel diante da pressão do petróleo. Entenda.

Petrobras lidera margem de lucro entre petroleiras

Petrobras liderou ranking de margem de lucro no 1º semestre, com 29,15% e lucro líquido de R$ 85,1 bi, segundo estudo da FUP.

Diesel sobe e reacende crítica ao modelo de abastecimento

Petrobras reajusta o preço do diesel em R$ 0,38 e FUP critica fragilidade do mercado de abastecimento no Brasil. © Marcello Casal jr/Agência Brasil

Petrobras encontra gás em novo poço no litoral colombiano

Gás na Colômbia foi encontrado pela Petrobras no poço Sandia-1, em águas profundas. Veja o que falta para uma possível produção.

Pacote de combustíveis custará R$ 7 bilhões por mês

Combustíveis terão pacote de R$ 7 bilhões por mês. Governo reduz tributos de gasolina e etanol e subsidia diesel.

Imposto sobre petróleo seguirá em 12% por 60 dias

Petróleo seguirá com imposto de exportação de 12% por até 60 dias. Governo cita tensão no Oriente Médio e risco ao abastecimento.
Publicidade

Preço do diesel cai R$ 0,02 e interrompe sequência de alta nos postos

O preço médio do diesel comum no país caiu pela primeira vez desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026. Segundo o levantamento semanal da ANP, o litro passou de R$ 7,45 para R$ 7,43 na semana de 5 a 11 de abril, uma redução de R$ 0,02. No mesmo período, a gasolina comum recuou de R$ 6,78 para R$ 6,77, enquanto o etanol hidratado caiu de R$ 4,70 para R$ 4,69.

Queda interrompe pressão que vinha desde o choque externo

O recuo ainda é pequeno, mas tem peso simbólico. Depois de semanas de pressão provocada pela alta internacional dos combustíveis, o diesel finalmente saiu do movimento de escalada e registrou retração no preço médio ao consumidor. Na semana anterior, encerrada em 4 de abril, o diesel seguia em alta e o preço médio do diesel B S10 estava em R$ 7,58, enquanto a gasolina ficou em R$ 6,78 e o etanol em R$ 4,70.

O novo levantamento indica que a redução atingiu não apenas o diesel, mas também os outros dois combustíveis mais sensíveis ao bolso do consumidor. Não é uma virada brusca, nem permite falar em alívio consolidado. Mas já mostra uma inflexão relevante num mercado que vinha reagindo ao cenário geopolítico com repasses sucessivos. Em combustível, dois centavos não fazem milagre; ainda assim, ajudam a mostrar para onde a maré está correndo.

Pacote federal ampliou subvenções ao diesel

No dia 6 de abril, o governo federal anunciou um novo pacote para conter os efeitos da alta internacional dos combustíveis. A medida provisória ampliou a subvenção sobre o diesel importado e criou novo incentivo para o diesel produzido no Brasil. Pelo texto oficial, a subvenção ao diesel importado passou a contar com parcela adicional de R$ 1,20 por litro, com participação dos estados, enquanto o diesel produzido no país passou a receber R$ 0,80 por litro com recursos federais.

Pelos detalhes divulgados pelo governo, a ajuda ao diesel importado se soma à subvenção anterior de R$ 0,32 por litro. Com isso, o incentivo total para importadores chega a R$ 1,52 por litro, enquanto a subvenção para produtores nacionais combina o novo adicional de R$ 0,80 com o mecanismo já existente. As medidas têm caráter temporário, com vigência inicial até o fim de maio de 2026, e vieram acompanhadas de reforço na fiscalização da cadeia de abastecimento.

Combustível mais barato ainda não é vitória, mas já muda o sinal

A queda desta semana não autoriza discurso triunfalista, porque o patamar de preços continua elevado. Ainda assim, ela muda o sinal do mercado num momento em que o diesel vinha funcionando como termômetro mais sensível da crise externa. Quando o combustível que move carga, ônibus e boa parte da logística nacional para de subir, o efeito prático ultrapassa a bomba do posto e encosta no custo de vida. O detalhe parece pequeno. O impacto, nem tanto.

O próximo movimento dirá se houve freio real ou só pausa curta

O ponto agora é saber se a retração observada na semana de 5 a 11 de abril será sustentada nas próximas coletas ou se representará apenas um respiro estatístico. Como as medidas federais foram anunciadas em 6 de abril e têm prazo inicial até o fim de maio, os levantamentos seguintes devem mostrar com mais clareza se o pacote conseguiu segurar os repasses ao consumidor. Em mercado de combustível, a primeira queda chama atenção. A segunda é que começa a contar história.

Fontes e documentos:

– Levantamento de Preços de Combustíveis últimas semanas pesquisadas (ANP)
– Governo Federal edita nova MP para conter impacto da alta dos combustíveis (Ministério da Fazenda)
– Silveira detalha medidas do Governo do Brasil para conter impacto da guerra nos combustíveis (Ministério de Minas e Energia)

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.