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GDF fará ação de acolhimento em 19 pontos do Paranoá

Publicado em

Reportagem:
R\Paulo Andrade

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Operação começa às 9h e prevê assistência social, saúde, abrigo e auxílio para pessoas em situação de rua

Pessoas instaladas em 19 endereços irregulares no Paranoá vão receber oferta de acolhimento e assistência social nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026, e também na terça-feira, 14 de abril de 2026. A ação está prevista para começar às 9h e será coordenada pela Casa Civil do DF, com participação de diversos órgãos do governo distrital.

Segundo a divulgação oficial, a operação reúne as secretarias de Desenvolvimento Social, Saúde, Educação, Segurança Pública, Proteção da Ordem Urbanística, Justiça e Cidadania e Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, além do SLU, Novacap, Codhab, Detran-DF, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Conselho Tutelar. O formato mostra uma atuação intersetorial em que a oferta de atendimento social ocorre antes da retirada das estruturas irregulares.

Governo prevê serviços de saúde, abrigo e auxílio financeiro

De acordo com o comunicado, as pessoas em situação de rua receberão oferta de serviços nas áreas de saúde, educação e assistência social, além de orientações sobre cuidados com animais domésticos e benefícios como deslocamento interestadual. Também haverá oferta de vagas em abrigos, encaminhamento para programas de qualificação profissional, como o RenovaDF, e possibilidade de cadastro para unidades habitacionais.

O governo informou ainda que será disponibilizado um auxílio excepcional de R$ 600 para pessoas sem condições de arcar com aluguel. Esse tipo de medida costuma aparecer como resposta emergencial para reduzir o risco de retorno imediato à rua após o atendimento social. Na prática, porém, o alcance real da ação dependerá da adesão das pessoas abordadas e da capacidade de continuidade da rede pública depois da operação.

Desmonte das estruturas virá após o atendimento social

Após a etapa de acolhimento e assistência, a DF Legal fará o desmonte das estruturas e o transporte dos pertences para o local regular indicado pelo ocupante. Em último caso, os objetos serão levados ao depósito da pasta, no SIA Trecho 4, lotes 1380/1420, onde poderão ser retirados em até 60 dias, sem custo.

O governo também informou que, ao longo da semana anterior, as secretarias envolvidas realizaram abordagens sociais e atendimentos prévios para mapear o público que será atendido e levantar demandas específicas. Esse dado é relevante porque indica que a ação não começa apenas no momento da retirada física das estruturas, mas é antecedida por uma etapa de identificação e encaminhamento.

A operação expõe um ponto sensível da política pública

Esse tipo de ação costuma se mover sobre uma linha estreita. De um lado, o Estado sustenta que oferece acolhimento, benefícios e alternativas de atendimento. De outro, a retirada de estruturas em áreas irregulares mantém aceso o debate sobre a efetividade das políticas permanentes para a população em situação de rua. O dado mais importante, no fim, não é apenas quantos endereços serão alcançados, mas quantas trajetórias conseguirão sair do ciclo entre abordagem, deslocamento e nova vulnerabilidade.

O teste real começa quando a operação termina

A ação tem peso administrativo imediato, mas o impacto público será medido depois. Operações desse tipo ganham visibilidade no dia da execução. O resultado concreto aparece mais tarde, quando se verifica se houve acolhimento efetivo, permanência na rede de proteção e acesso real a moradia, renda e atendimento continuado. Sem isso, a cidade limpa a paisagem por algumas horas, mas não resolve a ferida.

Fontes e documentos:

– Ação de acolhimento da população em situação de rua ocorre nesta 2ª e 3ª no Paranoá (DF Legal)

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