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TSE elege Nunes Marques para presidir Corte eleitoral

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Ministro assume transição no TSE em ano decisivo para a organização das eleições

O Tribunal Superior Eleitoral elegeu nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, o ministro Nunes Marques para a presidência da Corte, em votação simbólica realizada na sessão administrativa da noite. O ministro André Mendonça foi escolhido para a vice-presidência. A mudança antecipa a transição de comando do tribunal que conduzirá a estrutura da Justiça Eleitoral durante as Eleições 2026.

A eleição foi simbólica porque a definição da presidência do TSE segue a regra de antiguidade entre os ministros oriundos do Supremo Tribunal Federal que integram o tribunal. A atual presidente, ministra Cármen Lúcia, decidiu antecipar os ritos sucessórios para permitir a transição antes do período mais sensível do calendário eleitoral. A posse do sucessor deve ocorrer até o fim de maio, em data ainda a ser definida.

Mudança no comando reposiciona a Corte para 2026

A troca de presidência ocorre num momento em que o TSE já opera sob o calendário oficial das Eleições 2026, aprovado em março. Entre os marcos definidos pela Corte está o prazo de 6 de maio de 2026 para solicitação do título de eleitor por quem se enquadra nas condições de alistamento. Isso ajuda a dimensionar a razão da pressa institucional: a Justiça Eleitoral já entrou na zona em que planejamento, comando e coordenação deixam de ser tema interno e passam a afetar diretamente a máquina do processo eleitoral.

Ao deixar a presidência, Cármen Lúcia ainda poderia permanecer no tribunal até agosto, mas já havia sinalizado a intenção de se dedicar exclusivamente às atividades no STF. Com isso, a vaga de ministro efetivo do Supremo no TSE será ocupada por Dias Toffoli, alterando a composição da Corte para o ciclo eleitoral.

Composição do TSE muda com a saída de Cármen Lúcia

Após a saída da ministra, a composição informada para a Corte passa a reunir, nas vagas do STF, Nunes Marques, André Mendonça e Dias Toffoli. Nas cadeiras do STJ, permanecem Antonio Carlos Ferreira e Ricardo Villas Bôas Cueva. Já entre os juristas, seguem Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha. O tribunal é formado por sete ministros, com distribuição prevista entre integrantes do Supremo, do Superior Tribunal de Justiça e da advocacia.

Nunes Marques, natural de Teresina, chegou ao STF em 2020, após indicação do então presidente Jair Bolsonaro, para a vaga aberta com a aposentadoria de Celso de Mello. Antes disso, atuou como desembargador do TRF-1, foi advogado e também exerceu função na Justiça Eleitoral no Piauí. Esse histórico ajuda a explicar a familiaridade institucional com o tema eleitoral, embora agora o peso do cargo seja outro: a presidência do TSE não lida apenas com julgamento, mas com a coordenação da engrenagem que sustenta o pleito.

A eleição começa antes da urna e passa pelo comando da Corte

A escolha de Nunes Marques tem impacto que vai além do ritual administrativo. Em ano eleitoral, a presidência do TSE concentra a responsabilidade de conduzir a Corte num ambiente em que calendário, integridade do processo, resposta institucional e previsibilidade jurídica passam a ser observados sob pressão máxima. Não se trata de detalhe protocolar. É a cadeira que ajuda a organizar o palco antes que o conflito político tente tomar conta da cena.

A antecipação da transição, nesse contexto, carrega um recado prático: a Justiça Eleitoral quer reduzir ruído operacional antes da fase mais intensa do processo. Em política, quase tudo vira disputa. Na administração eleitoral, porém, a margem para improviso deveria ser a menor possível. Quando a eleição se aproxima, até mudança de cadeira precisa chegar antes da turbulência. E, no TSE, a liturgia importa justamente porque o calendário não perdoa amadorismo.

Fontes e documentos:

– Ministra Cármen Lúcia marca eleição no TSE e antecipa ritos de sucessão (TSE)
– TSE elege Nunes Marques presidente da Corte, Mendonça será vice (Agência Brasil)
– Calendário Eleitoral 2026 (TSE)
– Ministro Nunes Marques é reconduzido para mais um biênio como titular do TSE (TSE)

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