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Taguatinga terá ação de acolhimento nesta segunda (24/08)

Publicado em

Reportagem:
Paulo Andrade

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Taguatinga terá ação de acolhimento nesta segunda

Servidores estarão em Taguatinga nesta segunda-feira, 24 de agosto de 2026, para oferecer acolhimento e assistência social a pessoas em situação de rua que quiserem ajuda. A ação começa às 9h e passará por nove pontos previamente divulgados, em cumprimento às diretrizes definidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 976.

Atendimento será oferecido a quem aceitar ajuda

A ação de acolhimento em Taguatinga será voltada a pessoas em situação de rua que desejarem atendimento.

Segundo a divulgação oficial, servidores estarão nos pontos definidos para oferecer acolhimento e assistência social. A informação é importante porque a ação é apresentada como oferta de apoio, não como retirada obrigatória de pessoas dos espaços públicos.

A divulgação prévia segue decisão do Supremo Tribunal Federal na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 976. A Corte determinou que ações de zeladoria urbana informem previamente dia, horário e local, além de orientações claras sobre a destinação de bens eventualmente recolhidos, o local de armazenamento e o procedimento para recuperação.

Pertences poderão ser levados ao endereço indicado

Após o atendimento, os pertences das pessoas atendidas serão transportados ao endereço informado por elas.

Quando não houver ponto fixo indicado, os objetos pessoais serão encaminhados ao depósito localizado no SIA, Trecho 4, lotes 1380/1420. A retirada poderá ser feita em até 60 dias, sem qualquer custo para o responsável.

Esse ponto é essencial em ações que envolvem população em situação de rua. Para quem vive sem moradia convencional, documentos, roupas, cobertores, medicamentos, ferramentas e objetos pessoais podem representar quase tudo o que se tem. Saber para onde esses bens serão levados reduz o risco de perda definitiva e dá mais previsibilidade à abordagem.

Pontos de ação em Taguatinga

A ação desta segunda-feira está prevista para ocorrer nos seguintes locais:

  1. Imediações do Centro Pop;
  2. QNC/QNF 01, área de mata localizada acima do campo de futebol de terra e próximo ao Senai;
  3. QNC, muro lateral do Hospital Regional de Taguatinga, próximo à entrada do Banco de Leite Humano e à Promotoria de Justiça de Taguatinga;
  4. Área verde em frente ao pronto-socorro do Hospital Regional de Taguatinga;
  5. Ponto de captação de água, córrego cortado, margem da Avenida Elmo Serejo;
  6. Avenida Samdu Sul, na altura da QSB 12/13;
  7. QSD 22/32, área de mata atrás da 3ª Igreja Presbiteriana de Taguatinga;
  8. Setor G Sul, Quadra CS, CSG 9, Premier Instituto;
  9. CSG 13, atrás do Super Adega.

Divulgação prévia busca reduzir conflitos

A informação antecipada ajuda pessoas em situação de rua, moradores, comerciantes, familiares e organizações sociais a saberem onde o poder público atuará.

Em uma pauta sensível como essa, clareza evita boatos e reduz conflitos. A presença de equipes de assistência social também ajuda a diferenciar acolhimento de simples retirada de pessoas de áreas públicas.

A decisão do STF reforçou que a atuação do poder público deve observar a dignidade da população em situação de rua, vedando recolhimento forçado de bens, remoção compulsória e práticas de arquitetura hostil. No caso das ações de zeladoria, a transparência sobre horários, locais e guarda de pertences é parte da proteção de direitos.

Serviço envolve assistência social e proteção de direitos

O atendimento a pessoas em situação de rua exige mais do que presença operacional.

A falta de moradia costuma vir acompanhada de dificuldades de acesso a alimentação, saúde, higiene, documentação, renda, vínculos familiares e segurança. Por isso, ações de acolhimento precisam abrir caminho para a rede de proteção social e respeitar a autonomia da pessoa atendida.

Para quem estiver nos locais indicados e quiser ajuda, a orientação é procurar as equipes durante a abordagem. Para quem tiver pertences encaminhados ao depósito, o endereço de referência é o SIA, Trecho 4, lotes 1380/1420, com prazo de até 60 dias para retirada.

Por que a forma da abordagem importa

A população em situação de rua costuma ser vista pela cidade apenas quando ocupa um espaço que incomoda. Esse olhar é insuficiente, porque antes de qualquer discussão sobre zeladoria urbana existem pessoas com histórias, necessidades, pertences e direitos.

Quando o governo informa previamente onde estará, o que será oferecido e para onde os bens poderão ser levados, a ação deixa de ser apenas uma intervenção no espaço público. Ela passa a ter uma dimensão mínima de previsibilidade e respeito.

Acolher não é apenas chegar ao local. É permitir que a pessoa compreenda o que está acontecendo, saiba o que pode aceitar e não perca, no processo, aquilo que ainda consegue carregar consigo.

Fontes e Documentos:

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