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DNA para identificação de pessoas desaparecidas

Publicado em

Reportagem:
Marta Borges

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Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas com coleta de DNA de familiares no Instituto de Pesquisa de DNA Forense

Para famílias que convivem com a espera por notícias de uma pessoa desaparecida, uma amostra coletada em poucos minutos pode continuar ajudando nas buscas mesmo depois que a mobilização terminar. Entre segunda-feira (24) e sexta-feira (28), o Distrito Federal participa da Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas com coleta de DNA de familiares no Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA), das 8h às 18h.

A iniciativa faz parte da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. O material genético dos familiares é inserido em bancos de perfis e comparado com registros de pessoas vivas e falecidas ainda não identificadas. Mesmo que nenhuma correspondência seja encontrada de imediato, as comparações continuam à medida que novos perfis entram nas bases de dados.

Quem pode fornecer o material genético

A orientação é priorizar parentes biologicamente próximos da pessoa desaparecida. Sempre que possível, o IPDNA recomenda a coleta de amostras de pelo menos dois familiares, porque a combinação pode aumentar a capacidade técnica de estabelecer um vínculo de parentesco.

Entre os parentes preferenciais estão:

  • mãe e pai biológicos;
  • filhos biológicos, de preferência com a participação também do outro genitor desses filhos;
  • irmãos biológicos que tenham o mesmo pai e a mesma mãe da pessoa desaparecida.

Quando esses parentes não estão disponíveis, isso não significa que a família deva desistir da coleta. Outros vínculos podem ser avaliados individualmente pelos especialistas, conforme a composição familiar e as possibilidades de comparação genética.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública também orienta que familiares que já forneceram DNA anteriormente à perícia oficial não precisam fazer uma nova coleta apenas por causa da mobilização.

Coleta é rápida e não exige jejum

Na maioria dos casos, não há agulha nem preparação especial. A coleta costuma ser realizada com um suabe, semelhante a um cotonete, ou uma pequena esponja passada na parte interna da bochecha para obter células da mucosa oral.

Não é necessário estar em jejum. Em situações específicas, pode ser utilizada uma pequena gota de sangue retirada do dedo.

Objetos de uso exclusivo da própria pessoa desaparecida também podem ajudar em determinadas circunstâncias. Escova de dentes e dentes de leite preservados pela família estão entre os exemplos de materiais que podem conter DNA. O aproveitamento depende do estado do objeto e precisa ser avaliado pelos peritos.

O que levar ao atendimento

Para reduzir dúvidas no momento da coleta, os familiares devem reunir as informações disponíveis sobre o desaparecimento.

É necessário apresentar:

  • documento de identificação;
  • informações do boletim de ocorrência, incluindo, sempre que possível, número, estado de registro e delegacia;
  • cópia do boletim de ocorrência, se disponível;
  • documentos da pessoa desaparecida que possam auxiliar o atendimento;
  • memorando de solicitação de coleta fornecido pela delegacia, quando houver.

Menores de idade podem fornecer material genético, mas precisam estar acompanhados pelo responsável legal. A orientação local também prevê acompanhamento para familiares com limitações de compreensão ou entendimento.

DNA coletado tem finalidade específica

Uma dúvida especialmente sensível para as famílias é o que acontece com o perfil genético depois da coleta.

Segundo as orientações da mobilização nacional, o DNA fornecido pelos familiares é utilizado exclusivamente para procurar e identificar pessoas desaparecidas. O Ministério da Justiça informa que o material não é usado para outras finalidades.

Depois do processamento, os perfis são confrontados com registros disponíveis nos bancos locais e nacional. A comparação busca possíveis relações de parentesco com pessoas vivas de identidade desconhecida ou com pessoas falecidas ainda não identificadas.

Quando surge uma correspondência no Distrito Federal, a comunicação à família é feita oficialmente pelo IPDNA em conjunto com a unidade policial responsável pela ocorrência. Se a identificação envolver uma pessoa falecida, a família também recebe orientação sobre os procedimentos seguintes.

Se não houver resultado imediato, o perfil permanece disponível para novas comparações, o que permite que uma amostra coletada agora produza uma correspondência no futuro, após a inclusão de novos registros.

Como agendar no Distrito Federal

No DF, o agendamento será feito preferencialmente pela delegacia responsável pela ocorrência diretamente com o IPDNA. Os familiares também podem buscar orientação pelos canais disponibilizados pelo instituto.

Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas

  • Período: 24 a 28 de agosto
  • Horário: das 8h às 18h
  • Local: Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA)
  • Agendamento: preferencialmente pela delegacia responsável pela ocorrência
  • Telefones: (61) 3207-4362 e (61) 3207-4370
  • WhatsApp: (61) 98253-8016
  • E-mail: ipdnadesaparecidos@pcdf.df.gov.br

A força-tarefa ocorre em todo o país entre 24 e 28 de agosto. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, esta é a quarta mobilização nacional de coleta de DNA de familiares, depois das edições realizadas em 2021, 2024 e 2025.

Coleta genética, a possibilidade de obter uma resposta

O valor da coleta genética não está apenas na possibilidade de obter uma resposta durante os cinco dias da mobilização. Está principalmente na capacidade de manter uma busca ativa mesmo quando o tempo passa.

Cada novo perfil de uma pessoa não identificada pode ser comparado a amostras familiares que já estavam cadastradas. Isso transforma o banco genético em uma ferramenta que continua trabalhando depois do atendimento presencial.

Para famílias que enfrentam desaparecimentos prolongados, essa característica é central: a ausência de correspondência agora não encerra a possibilidade de identificação posteriormente. A mobilização amplia justamente a quantidade de referências disponíveis para que esses cruzamentos possam acontecer.

Fontes e Documentos:

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