Publicidade
InícioBrasíliaCidades DFGDF suspende liberação de táxis no corredor do BRT Sul

GDF suspende liberação de táxis no corredor do BRT Sul

Publicado em

Reportagem:
Jeferson Nunes

Cobertura relacionada

Táxis terão acesso experimental ao corredor do BRT Sul

O DF inicia um teste de 90 dias que autoriza táxis a circularem no corredor exclusivo do BRT Sul sob regras específicas e monitoramento técnico.

Governo assina estudo do VLT entre Taguatinga e Ceilândia

GDF assina contrato de R$ 5,9 milhões para estudos do VLT Taguatinga-Ceilândia; prazo de 360 dias vai definir viabilidade da obra de 15,8 km.

Ceilândia recebe R$ 30 milhões em obras do GDF

Ceilândia recebe R$ 30 milhões em obras e serviços do GDF, com ações em saúde, infraestrutura e regularização.

Serviços digitais do GDF reduzem filas e deslocamentos

Serviços digitais do GDF permitem acessar saúde, trânsito, mobilidade e atendimento em Libras. Veja as ferramentas.

Interdições no trânsito para a feira da uva e do vinho

A partir das 23h45 desta quinta, via Nossa Senhora de Fátima será interditada para a Feira da Uva e do Vinho. Veja horários e desvios.

Brasília Tech Hub inicia implantação de distrito no Biotic

Brasília Tech Hub inicia implantação no Biotic com 65 empresas. Veja as projeções de investimento, empregos e as etapas ainda pendentes.
Publicidade

GDF suspende liberação de táxis no corredor do BRT Sul

Os taxistas do Distrito Federal que começariam a circular pelo corredor exclusivo do BRT Sul nesta quinta-feira, 20 de agosto, terão de aguardar. A autorização foi suspensa antes de entrar em vigor e, por enquanto, não existe uma nova data para o início da operação. A decisão foi tomada para permitir a reprogramação, aferição e validação dos equipamentos responsáveis pela fiscalização da via.

Na prática, a mudança anunciada para esta quinta-feira não começou. A circulação de táxis pelo corredor com base na nova autorização ficará condicionada à conclusão dos procedimentos técnicos. O Governo do Distrito Federal informou que uma nova data será divulgada quando a sistemática de fiscalização estiver pronta para funcionar.

Suspensão não tem prazo definido

O adiamento ocorre justamente no dia em que estava prevista a entrada em vigor da autorização experimental. Segundo a comunicação oficial, os equipamentos de fiscalização precisam ser reprogramados e passar por procedimentos de aferição e validação antes da operação.

A suspensão é por tempo indeterminado. Portanto, até que o governo divulgue uma nova data, taxistas não devem considerar válida a liberação anunciada anteriormente para o corredor exclusivo.

A decisão altera um cronograma divulgado no início da semana. Na segunda-feira (17), o GDF havia informado que a experiência começaria em 20 de agosto e teria duração inicial de 90 dias. O teste abrangeria toda a extensão do BRT Sul em Santa Maria, Gama e no trecho da Epia no Park Way.

Como o início foi suspenso, o calendário originalmente previsto para o período experimental deixa de servir como referência prática até que o governo informe como o cronograma será reorganizado.

Como funcionaria a circulação dos táxis

O plano anunciado antes da suspensão previa regras específicas para evitar interferências na operação dos ônibus.

Táxis com passageiros poderiam utilizar o corredor em qualquer horário e em todos os dias da semana. Sem passageiros, a circulação seria restrita ao período entre 22h e 5h. O corredor serviria apenas como passagem: paradas, embarques e desembarques dentro da via exclusiva, das estações e dos terminais seriam proibidos.

Também estavam previstos limite de velocidade de 60 km/h no corredor e redução para 30 km/h nas áreas das estações. As ultrapassagens seriam permitidas somente nos trechos com recuo das estações, respeitando o limite menor de velocidade.

Essas regras integravam a operação experimental que ainda não começou. Elas ajudam a compreender como a autorização foi planejada, mas não significam que o acesso dos táxis esteja liberado enquanto durar a suspensão.

Fiscalização é justamente o ponto que adiou a medida

A necessidade de ajustar os equipamentos ganha importância porque a fiscalização faria parte do próprio funcionamento do teste.

O planejamento previa acompanhar a convivência entre táxis e ônibus durante o período experimental. Entre os aspectos anunciados estavam segurança viária, tempo de viagem dos coletivos, regularidade das linhas, capacidade e fluidez do corredor e circulação nas proximidades das estações.

Ao fim da experiência, a avaliação técnica serviria para decidir se a presença dos táxis no corredor poderia se tornar permanente. Com o adiamento, essa etapa de avaliação também depende agora do início efetivo da operação.

Para taxistas, portanto, a orientação prática é acompanhar a divulgação de uma nova data antes de utilizar o corredor com base na autorização anunciada. Para passageiros do BRT, não há mudança decorrente da entrada dos táxis neste momento, já que o teste foi suspenso antes de começar.

Sem prepararo sem condições

O adiamento mostra que uma mudança de circulação não termina com a publicação de uma autorização. Em um corredor exclusivo, a regra precisa chegar à rua acompanhada de fiscalização capaz de reconhecer e controlar corretamente quem pode utilizar a via.

Nesse caso, o governo havia anunciado uma experiência de 90 dias com condições detalhadas para os taxistas e critérios para medir o impacto sobre os ônibus. Sem os equipamentos preparados para fiscalizar essas condições, o próprio teste perderia parte do mecanismo previsto para controlá-lo.

A consequência para o cidadão é objetiva: o anúncio anterior não deve ser confundido com uma autorização atualmente em vigor. A mudança só começa quando a nova data for oficialmente definida.

Fontes e Documentos:

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.