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Reta final dos candidatos no DF

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Reportagem:
Marta Borges

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Semana concentrou agendas, novos levantamentos e mudança jurídica na corrida ao Buriti

A última semana antes da reta decisiva das eleições no Distrito Federal reorganizou a disputa pelo Governo do DF e pelas duas vagas ao Senado. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando o eleitorado escolherá presidente, governador, senador, deputado federal e deputado distrital.

No GDF, o recorte desta matéria considera os três nomes mais citados no levantamento divulgado em 23 de setembro: Celina Leão, Leandro Grass e José Roberto Arruda. Na pesquisa estimulada, Celina aparecia com 33%, Grass com 21% e Arruda com 17%, com margem de erro de três pontos percentuais; o mesmo levantamento registrava Paula Belmonte com 5%, Kiko Caputo com 3% e Ricardo Cappelli com 2%.

No Senado, o recorte considera o primeiro bloco de quatro nomes nos levantamentos mais recentes: Michelle Bolsonaro, Leila do Vôlei, Bia Kicis e Erika Kokay. Pesquisa divulgada em 24 de setembro apontou Michelle com 22%, Leila com 19%, Bia com 15% e Erika também com 15%, com margem de erro de três pontos percentuais.

A eleição para o Senado exige atenção especial porque cada eleitor votará em dois nomes. Em 2026, duas vagas estarão em disputa em cada estado e no Distrito Federal, dentro da renovação de dois terços da Casa.

Celina Leão combinou agenda administrativa, setor produtivo e presença territorial

A governadora entrou na semana com agenda extensa e presença em diferentes regiões administrativas. Em 23 de setembro, a programação informada incluía sabatina com carreiras de Estado, diálogo com empresários, visita a Ceilândia, formatura da Polícia Militar do DF e encontro com apoiadores no Parque da Cidade.

No dia seguinte, a campanha ampliou o roteiro por feiras, entidades, reuniões setoriais e encontros com apoiadores. A agenda de 24 de setembro previa visita à Ceasa, ida à Feira de Brazlândia, evento em Ceilândia, reunião com empresários, sabatina no Codese-DF e compromissos no Guará, Cruzeiro Velho, Núcleo Bandeirante, Taguatinga e Lago Sul.

A estratégia visível foi a de ocupar simultaneamente o espaço institucional e o contato direto com segmentos organizados. A presença em feiras e regiões administrativas dialoga com o eleitor cotidiano; as sabatinas e reuniões com empresários, servidores e categorias profissionais apontam para grupos que costumam cobrar compromissos mais específicos de governo.

Leandro Grass levou a campanha a estações, feiras, comércio e pautas sociais

Leandro Grass concentrou parte da semana em agendas de rua e interlocução com setores organizados. Em 23 de setembro, a programação incluía café da manhã na Feira Permanente de Samambaia, caminhada e panfletagem no comércio de Samambaia, sabatina com carreiras de Estado, atividade em São Sebastião e encontro com representantes do setor de tecnologia da informação.

No dia 24, a agenda informada levou a campanha ao Sol Nascente e a compromissos temáticos. A programação previa caminhada no Sol Nascente, panfletagem no Restaurante Comunitário da região, assinatura de carta compromisso sobre saúde mental e evento de cultura com a ministra Margareth Menezes.

A semana também foi marcada pela leitura política dos levantamentos divulgados no período. A pesquisa de 23 de setembro mostrou Grass numericamente à frente de Arruda no cenário estimulado, ainda dentro de um ambiente eleitoral alterado pela situação jurídica do ex-governador.

Arruda teve a semana dominada pela decisão do TSE

José Roberto Arruda começou a semana ainda listado entre os três nomes mais citados, mas a disputa mudou em 24 de setembro. O Tribunal Superior Eleitoral confirmou, por 5 votos a 2, decisão do TRE-DF que havia indeferido o registro da candidatura do ex-governador ao GDF.

A decisão determinou o fim da condição sub judice da candidatura. Segundo o TSE, Arruda deve cessar a campanha, inclusive inserções no rádio e na televisão e participação em debates, além de deixar de receber recursos dos fundos eleitoral e partidário.

Antes do julgamento, a agenda informada ainda previa caminhadas e reuniões em regiões administrativas. Para 24 de setembro, a programação divulgada indicava compromissos em Taguatinga, Ceilândia, Guará e uma reunião ligada à área de odontologia; esse roteiro foi atravessado pela decisão superior tomada no mesmo dia.

Senado teve disputa concentrada em quatro nomes e duas vagas

A disputa ao Senado no DF aparece mais fragmentada porque há dois votos e duas cadeiras em jogo. O levantamento divulgado em 24 de setembro mostrou Michelle Bolsonaro com 22%, Leila do Vôlei com 19%, Bia Kicis com 15% e Erika Kokay com 15%; brancos, nulos ou nenhum somavam 10%, e indecisos também chegavam a 10%.

Michelle Bolsonaro teve a semana marcada por visibilidade nacional e disputa judicial sobre propaganda. O TRE-DF suspendeu uma peça de campanha que usava imagem e declaração atribuída a Jair Bolsonaro, em decisão relacionada a restrições impostas ao ex-presidente; depois, a candidata publicou vídeo criticando a medida.

Leila do Vôlei manteve presença no primeiro bloco das pesquisas e concilia campanha com a condição de senadora em exercício. O levantamento de 24 de setembro registrou 19% para a candidata, numericamente atrás de Michelle e dentro de um cenário em que Bia e Erika apareciam empatadas em 15%.

Bia Kicis apareceu empatada numericamente com Erika Kokay no levantamento mais recente. A candidata registrou 15% das intenções de voto no total consolidado, em uma disputa na qual o segundo voto pode alterar a composição final das duas vagas.

Erika Kokay também apareceu com 15% e esteve associada a movimentos de campanha conjunta com Leandro Grass. Publicação ligada à campanha repercutiu a pesquisa de 23 de setembro e associou os nomes de Erika e Grass a pautas como transparência, educação, democracia e saúde.

Pesquisas mostram retratos diferentes, não resultado antecipado

Os levantamentos da semana ajudam a entender o momento, mas não substituem o voto. A própria cobertura sobre pesquisas eleitorais registra que esses dados são retratos do período em que os entrevistadores foram a campo, com margem de erro, metodologia e registro próprios.

No GDF, a decisão sobre Arruda tornou mais relevante observar cenários com e sem o ex-governador. A pesquisa divulgada em 23 de setembro ainda trazia Arruda no cenário principal, mas também testava simulação sem ele, na qual Celina aparecia com 34%, Grass com 23% e Paula Belmonte com 7%.

No Senado, a existência de dois votos torna a leitura menos direta do que em uma disputa de cargo único. Um candidato pode aparecer forte no primeiro voto, outro pode crescer no segundo, e a soma dos movimentos do eleitorado define quem ocupará as duas cadeiras.

O que a semana revela sobre a eleição no DF

A reta final no Distrito Federal mostra uma eleição em que rua, Justiça Eleitoral e pesquisas caminham juntas. As campanhas buscaram presença em feiras, sabatinas, comércio, regiões administrativas e encontros setoriais, enquanto decisões judiciais e novos levantamentos mudaram o modo como o eleitorado observa a disputa.

No GDF, a principal mudança objetiva da semana foi jurídica. A confirmação do indeferimento do registro de Arruda pelo TSE não é apenas um episódio lateral da campanha: ela altera o quadro disponível ao eleitor e obriga as demais candidaturas a recalibrar discurso, alianças e busca por votos nos últimos dias.

No Senado, o centro da disputa está na formação das duas escolhas do eleitor. A urna pedirá dois votos, e isso torna a decisão mais complexa: o cidadão pode repetir campo político, equilibrar chapas diferentes ou ainda chegar ao dia da votação sem ter definido a segunda opção.

O ponto comum entre as duas disputas é a disputa pelo voto ainda móvel. Indecisos, eleitores que cogitam branco ou nulo e votantes impactados pela saída de um nome competitivo do tabuleiro passam a ser decisivos não por previsão, mas por uma razão simples: na última semana, cada deslocamento pequeno pode reorganizar uma campanha inteira.

Fontes e Documentos:

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