Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeCâncer do colo do útero atinge 15 em cada 100 mulheres no...

Câncer do colo do útero atinge 15 em cada 100 mulheres no Brasil

Publicado em

Cobertura relacionada

Mendonça manda transferir Vorcaro para a Papudinha

André Mendonça mantém a prisão preventiva de Daniel Vorcaro e determina transferência para a Papudinha. Entenda a decisão e o histórico.

Governo prepara teto do MEI de R$ 140 mil até 2028

Governo prepara aumento gradual do teto do MEI para R$ 140 mil até 2028. Entenda o que muda, os prazos e por que a regra ainda não vale.

Laboratório do Lacen reforça diagnóstico de tuberculose

Estrutura processa até 500 amostras por mês e identifica...

Pé diabético pode evoluir sem dor e levar à amputação

Pé diabético pode começar com ressecamento e perda de sensibilidade. Entenda os sinais, os riscos de amputação.

Fim de semana no DF tem cultura gratuita em 11 locais

A agenda cultural do DF reúne cinema, exposições, teatro, oficinas e festas gratuitas entre 26 e 28 de junho. Confira horários e locais.

Tesouro Direto vende R$ 10,22 bilhões em maio

Tesouro Direto vende R$ 10,22 bilhões em maio, recorde para o mês. Veja os títulos mais procurados e os cuidados antes de investir.
Publicidade

O câncer do colo do útero está entre os quatro mais incidentes no mundo, acometendo cerca de 15 a cada 100 mulheres no Brasil. Apesar do número alarmante, ele é um dos cânceres mais preveníveis, pois se desenvolve majoritariamente a partir do papilomavírus humano (HPV), transmitido, principalmente, por meio das relações sexuais.

Para que as futuras gerações atuem preventivamente e vivam livres dessa neoplasia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a liderar iniciativas que eliminem a doença globalmente até 2030. Sabe-se que, a cada 10 pessoas sexualmente ativas, oito delas já tiveram contato com o HPV, entretanto, apenas duas ou três vão persistir com o vírus e podem evoluir com alguma alteração.

“Atualmente, há dois tipos de vacinas disponíveis no país: a HPV4 e a HPV9, que previnem quatro e nove subtipos de vírus, respectivamente. A HPV9 passa a ser recomendada pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) como preferencial por aumentar a proteção contra as doenças associadas ao vírus. Ela é efetiva na redução de casos de cânceres do colo do útero, vulva, vagina, ânus, pênis, orofaringe e de verrugas genitais em ambos os gêneros, de 9 a 45 anos”, afirma a Dra. Michelle Samora, oncologista do Hcor.

Entretanto, a maioria dos casos de câncer do colo do útero é encontrada em populações com baixa situação socioeconômica, de acordo com a OMS. Por consequência, as pessoas têm falta de acesso às vacinas anti-HPV e serviços de saúde e tratamentos específicos.

“Enquanto a recomendação da OMS é que 90% da população de até 15 anos seja imunizada, aqui no Brasil registramos 75,81% nas meninas e 52,16% nos meninos. É necessário que existam mais ações de conscientização sobre a vacina, pois ela não instiga que as pessoas comecem a vida sexual mais cedo, mas ajuda a proteger quando decidirem iniciá-la.”

A Dra. Michelle reforça ainda que o diagnóstico precoce faz toda a diferença. Algumas lesões precursoras do câncer do colo do útero ou mesmo tumores iniciais, que não apresentam sintomas, são detectadas nos exames de rotina. “Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, mais eficaz é o tratamento e menores serão as sequelas”, finaliza a especialista.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade