Formação reforça sistema prisional e foca técnica e ressocialização
Os 179 policiais penais nomeados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) no último ano iniciaram, nesta quinta-feira (5 de fevereiro de 2026), a segunda e última etapa do Curso de Formação Profissional da carreira. A abertura ocorreu no auditório do Complexo da Polícia Civil, com presença do governador Ibaneis Rocha.
Os profissionais integram o total de 1.333 policiais penais nomeados desde 2019, segundo o GDF. A expectativa oficial é de que a chegada do novo contingente amplie a capacidade de segurança nas unidades e dê mais fôlego ao eixo de ressocialização, com melhor condição de trabalho para quem já está na linha de frente.
Curso terá 210 horas-aula em 45 dias
Esta turma é a primeira de 2026 no CFP/PPDF. Os 179 alunos serão divididos em quatro turmas, com 210 horas-aula ao longo de 45 dias.
A coordenação informou que a etapa trabalha dimensões física, técnica e emocional, porque o sistema prisional exige preparo e responsabilidade. O DF tem mais de 17 mil internos distribuídos em sete unidades prisionais, conforme dados citados na abertura.
Conteúdo inclui direitos humanos e parte operacional
A grade reúne formação teórica e ética, com aulas de legislação penitenciária, direitos humanos e ética profissional, além de capacitação operacional em condutas de segurança, técnicas de abordagem e rotinas específicas do ambiente prisional. Ao final, os alunos ficam aptos ao exercício pleno das funções, incluindo o porte de arma, conforme a descrição do curso.
Um detalhe relevante: esta é a etapa final de servidores que iniciaram a primeira fase em 2023 e foram nomeados em dezembro de 2025, ou seja, a formação fecha um ciclo que já vinha em andamento.
Discurso oficial associa eficiência a controle interno das prisões
Durante o evento, Ibaneis Rocha associou o desempenho da Polícia Penal ao controle do ambiente prisional e à ausência de facções “telefonando de dentro das cadeias”, além de reforçar que a política do DF busca combinar segurança e ressocialização. A vice-governadora Celina Leão também destacou a consolidação da carreira e defendeu um “sistema prisional produtivo”.
Aqui entra a parte incômoda, mas necessária: se o crime organizado nasce e se organiza no cárcere, como o próprio governador disse, então investir em formação, estrutura e inteligência prisional não é “tema corporativo”. É política pública de segurança com efeito direto na rua.

