O Governo do Distrito Federal (GDF) abriu, nesta segunda-feira (5), as inscrições para o cadastro de blocos de Carnaval de rua interessados em participar do DF Folia 2026. Serão selecionados 73 blocos e três Territórios Folia, com investimento total de R$ 10 milhões. A programação está prevista para ocorrer entre 6 de fevereiro e 1º de março de 2026.
Do montante anunciado, R$ 8,3 milhões serão destinados exclusivamente aos blocos, contemplando grupos de diferentes portes, do iniciante ao de grande circulação popular. A proposta é fortalecer o Carnaval de rua como manifestação cultural democrática, descentralizada e acessível, com atrações espalhadas por diversas regiões do Distrito Federal.
Inscrições seguem até 13 de janeiro
Os interessados devem se inscrever por formulário eletrônico, cujo link foi liberado nesta segunda e permanecerá disponível até as 23h59 do dia 13 de janeiro. Podem participar blocos novos ou já consolidados, desde que cumpram os critérios estabelecidos no edital.
O cadastro reúne informações essenciais para o planejamento das ações de coordenação, fiscalização, segurança e prevenção, sob responsabilidade da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec-DF), conforme o Decreto nº 44.169/2023.
Apoio financeiro varia conforme o porte do bloco
O modelo de financiamento foi estruturado por categorias, levando em conta o porte do bloco e a estimativa de público. Os valores vão de R$ 15 mil, para blocos iniciantes, até R$ 300 mil, para blocos de megaporte. Já os Territórios Folia, que concentram várias atrações e grande público, poderão receber até R$ 500 mil por projeto. Ao todo, estão previstas 76 vagas.
O cronograma prevê a divulgação da lista de inscritos em 15 de janeiro. O resultado provisório sai no dia 19, às 18h, com prazo para recursos até 21 de janeiro. A lista definitiva será publicada em 23 de janeiro, também às 18h.
Carnaval como política pública
Para o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, o Carnaval de rua vai além da festa. Segundo ele, o DF Folia funciona como uma política pública que reconhece o trabalho dos fazedores de cultura, movimenta a economia criativa e garante que a programação chegue a diferentes territórios de forma organizada, segura e inclusiva.
Além do impacto cultural, o programa gera emprego e renda, mobilizando artistas, produtores, técnicos, comerciantes e trabalhadores informais. Ao apoiar blocos de diferentes tamanhos, o DF Folia amplia a participação de coletivos comunitários e fortalece tradições que fazem do Carnaval de rua uma das expressões culturais mais vivas do Distrito Federal. Em resumo: tem glitter, tem tamborim e tem política pública funcionando — combinação rara, mas possível.

