back to top
24 C
Brasilia
quarta-feira, 21 janeiro 2026, 09:25:16
Publicidade
Publicidade

Educação financeira: DF é a segunda Unidade Federativa mais inadimplente do Brasil

Publicado em:

Notícias relacionadas

Sisu 2026 abre inscrições e amplia uso das notas do Enem

As inscrições para o Sisu 2026 começam nesta segunda-feira...

Detran-DF amplia curso de revisão da CNH para candidatos

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) ampliou...

Pesquisa do DF valida fita de cobre contra infecções

Uma pesquisa apoiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa...

Bebês adoecem no DF após consumo de fórmula infantil

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou, nesta...

Nota Legal: último dia para usar créditos no IPVA e IPTU

Consumidores que costumam exigir a inclusão do CPF nas...
Publicidade

Mais da metade da população adulta do Distrito Federal está inadimplente. De acordo com levantamento do Serasa Consumidor, 58,38% dos adultos no DF, o equivalente a 1.335.919 pessoas, possuem alguma dívida em atraso, o que coloca a Unidade Federativa (UF) atrás apenas do Amapá em proporção de inadimplência. A maior parte das dívidas está concentrada em bancos e cartões de crédito, e a faixa etária mais afetada vai dos 41 aos 60 anos.

Para o educador financeiro Eustaquelino Casseb, idealizador do curso Finanças Além do Plano, os dados acendem um alerta importante: “O que vemos no DF é o reflexo de uma ausência histórica de educação financeira prática. Não basta saber quanto se ganha e quanto se gasta, é preciso entender como fazer escolhas conscientes e sustentar hábitos saudáveis ao longo do tempo”.

Segundo ele, a inadimplência nessa faixa etária mais avançada é ainda mais preocupante. “Pessoas entre 41 e 60 anos estão no auge da vida produtiva e, muitas vezes, sustentando famílias ou se preparando para a aposentadoria. Quando essa base está endividada, o impacto é em toda a estrutura familiar e social”, afirma.

Casseb conta que já viveu na pele o descontrole financeiro. Mesmo com aumentos salariais ao longo da carreira, sua vida financeira seguia estagnada. Ele percebeu que, ao elevar os gastos na mesma proporção da renda, acabava reforçando um ciclo de instabilidade. A virada aconteceu quando entendeu que precisava mudar sua mentalidade e se organizar para não gastar tudo o que recebia.

“Nem todo mundo tem margem de sobra no orçamento, eu sei. Mas é essencial tentar não gastar tudo o que se ganha. Guardar um pouco, mesmo que seja pouco, já é um passo importante. O controle financeiro começa com pequenas decisões e com a consciência de que cada escolha conta para o futuro”, destaca o especialista.

Ele ainda reforça que a solução passa por ações de médio e longo prazo. “Educação financeira não é milagre, mas é um passo decisivo para sair do ciclo da dívida. Ensinar desde cedo sobre planejamento, crédito consciente e reserva de emergência é o que muda o jogo, e nunca é tarde para começar”, conclui.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade